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| Foto/Autor | Título do Tópico | Descrição | Tags | comunidade | Horário | Comentários |
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Clara Araújo |
Oficina Tambores do Brasil | De 4 de setembro a 10 de outubro de 2010, a Alecrim Produções Artísticas, com patrocínio da CAIXA Cultural Brasília e do FAC / Secretaria de Cultura do DF, realiza... ver mais De 4 de setembro a 10 de outubro de 2010, a Alecrim Produções Artísticas, com patrocínio da CAIXA Cultural Brasília e do FAC / Secretaria de Cultura do DF, realiza quatro diferentes workshops gratuitos a serem ministrados por grandes nomes da percussão brasileira, no estacionamento da CAIXA Cultural Brasília. Ministrados por Naná Vasconcelos, Marcos Suzano e Leander Motta e pelo Grupo Pracatum, os workshops têm por objetivo formar e aprimorar o conhecimento de músicos, atores, bailarinos e pessoas interessadas em conhecer os ritmos brasileiros quem têm como fundamento diferentes instrumentos de percussão como, o tambor, o pandeiro e o nosso próprio corpo. Quem abre a série de oficinas é o internacional Naná Vasconcelos, com seu Workshop Orgânico, dias 4 e 5 de setembro, para todos os públicos, são 300 vagas. A proposta orgânica desta oficina do criativo e versátil Naná propõe atender músicos de formação, atores, bailarinos e todos aqueles interessados em conhecer a instigante e divertida proposta de fazer música com o nosso próprio corpo. “Trata-se do entendimento dos ritmos através do corpo.” Define Naná. De 13 a 19 de setembro, é a vez do Grupo Pracatum, idealizado por Carlinhos Brown, com a oficina Bandodipapel, dedicada à confecção de diferentes instrumentos de percussão, que resgatam a identidade cultural da Bahia. Boa parte das vagas disponíveis para esta oficina está dedicada a Grupos Sociais de Brasília, que têm como foco de trabalho a formação de jovens em situação de risco ou carentes para a música, além de pessoas interessadas. De 26 a 28 de setembro é a vez de uns dos mais brasileiros dos instrumentos – O Pandeiro, com o mestre da percussão Marcos Suzano, que promete apresentar e desvendar todas as possibilidades musicais deste versátil instrumento. Encerrando esta rica programação, será a vez do Coordenador artístico do projeto Leander Motta com um trabalho que pretende reunir, em dois dias de encontros, 9 e 10 de outubro, todos as propostas apresentadas nos três primeiros workshops por meio de estudos, exercícios práticos e execução de peças rítmicas com o objetivo de formar uma grande Orquestra de Percussão, que se apresentará na noite do dia 10 de outubro, às 19h, em uma grande festividade de encerramento. Contato: musica@alecrim.art.br (61) 7816-1943 Fonte: www.overmundo.com.br... << | Nenhuma | Feira de Oportunidades | 01/09/2010 15:48 | 0 |
João Malerba |
Organizações articulam oposição unificada a hidrelétricas na Amazônia | Encontro de populações afetadas e ameaçadas por projetos de usinas nos rios Madeira (RO), Teles Pires (MT) e Tapajós e Xingu (PA) deve unificar estratégias de luta... ver mais Encontro de populações afetadas e ameaçadas por projetos de usinas nos rios Madeira (RO), Teles Pires (MT) e Tapajós e Xingu (PA) deve unificar estratégias de luta contra projetos de alto impacto socioambiental na Amazônia De 25 a 27 de agosto, cerca de 600 lideranças sociais e indígenas dos estados de Rondônia, Mato Grosso e Pará promovem o I Encontro dos Povos e Comunidades Atingidas e Ameaçadas por grandes projetos de infra-estrutura no município paraense de Itaituba, para articular estratégias conjuntas de resistência aos projetos de construção de hidrelétricas no bioma amazônico. O foco principal serão as obras em andamento no rio Madeira (RO) e as usinas planejadas nos rios Teles Pires (MT), Tapajós (PA) e Xingu (PA). O evento ocorre no Parque de Exposição de Itaituba, e contará com a presença de pesquisadores do Painel de Especialistas que avaliou os impactos da usina de Belo Monte, do Ministério Público Federal e de várias ONGs socioambientais. Organização: Movimento Xingu Vivo para Sempre; ALIANÇA – Movimento Tapajós Vivo; Movimento em Defesa do Rio Teles Pires; Movimento em defesa Rio Madeira Vivo; Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB; Movimento dos Pequenos Agricultores; Movimento Indígena (RO, PA, MT), COIAB; Comitê Metropolitano do Comitê Xingu Vivo para Sempre Fórum da Amazônia Oriental (FAOR), FASE, Fundo Dema, Fórum dos Movimentos Sociais, Frente em Defesa da Amazônia, CIMI, CPT, FAOC e International Rivers. Serviço O que: I Encontro dos Povos e Comunidades Atingidas por Projetos de Infra-Estruturas nas Bacias dos Rios da Amazônia: Madeira, Tapajós, Teles Pires e Xingu Quando: 25 a 27 de agosto Onde: Parque de Exposição de Itaituba, Itaituba, PA Mais informações: Antonia Melo (Movimento Xingu Vivo para Sempre) - (93) 9135-1505 Iremar Ferreira (Movimento em defesa Rio Madeira Vivo) – (69) 9206 6723 Nilfo Wandscheer (Movimento em Defesa do Rio Teles Pires) – (65) 9995-7668 Padre Edilberto Sena (Movimento Tapajós Vivo) - (93) 9122-6398 Assessoria de Comunicação Verena Glass (11) 9853-9950 Sobre os projetos: Rio Madeira – Serão apresentados e discutidos os problemas que já ocorrem nas obras das usinas de Santo Antonio e Jirau, como superpopulação da região de Porto Velho, desmatamentos, mortalidade de peixes, epidemias de dengue, altíssimos índices de prostituição, aumento da violência, ameaça a índios isolados, abandono das populações atingidas, gravíssimos problemas de exploração dos trabalhadores, com dois casos de trabalho escravo nas obras das duas usinas, entre outros. Teles Pires – O governo já anunciou que fará o leilão de comercialização da energia da primeira das cinco hidrelétricas mapeadas e em processo de licenciamento no rio, a Hidrelétrica de Teles Pires, localizada entre os municípios de Paranaíta (MT) e Jacareacanga (PA). De acordo com o procurador de Justiça Luiz Alberto Esteves Scaloppe, titular da Procuradoria Especializada em Defesa Ambiental e Ordem Urbanística do MP/MT, pelo menos 26 municípios do Estado de Mato Grosso sofrerão algum tipo de impacto negativo com a construção do complexo de empreendimento hidrelétricos no rio. Conforme a Avaliação Ambiental Integrada (AAI) do projeto, elaborada pela Empresa de Pesquisa Energética, entre os prejuízos ambientais previstos e stão a alteração do regime fluvial, perda de habitats específicos da ictiofauna, contaminação por mercúrio, redução da cobertura vegetal, perda de áreas produtivas e alteração da estrutura fundiária. Tapajós – O Complexo Tapajós deverá ter cinco usinas hidrelétricas, São Luiz de Tapajós, Jatobá, Cachoeira dos Patos, Jamanxim e Cachoeira do Caí, que afetarão diretamente 871 km² de áreas protegidas de floresta (Parque Nacional da Amazônia, que será inundado em 9.632 hectares e Parque Nacional do Jamanxin, a ser inundado em 24.202 hectares, uma área equivalente à metade da cidade de São Paulo, segundo o jornal Folha de São Paulo). Também serão impactadas diretamente as Terras Indígenas demarcadas Mundukuru e Sai Cinz a (55 kms²), situadas a montante de Jacareacanga. Rio Xingu – Os complexos processos de licenciamento e leilão da usina de Belo Monte foram marcados por uma série de ilegalidades que perpassam da inconstitucionalidade (a não consulta, prevista por lei, às populações indígenas) à falta de garantias ambientais expressas pelo próprio Ibama. O projeto de Belo Monte ainda é alvo de 15 questionamentos judiciais sobre a viabilidade econômica da obra e os impactos sociais e ambientais na região. Devido às grandes mudanças sazonais do rio, a usina só produziria 39% da sua capacidade, pouco menos de 4200 megawatt dos 11 mil prometidos, o que a torna inviável do ponto de vista econômico. Na Volta Gran de do Xingu, onde está sendo planejada a usina, 100 quilômetros praticamente secarão, deixando os habitantes ao redor do rio – entre eles duas comunidades indígenas - sem acesso à água, a peixes, ou a meios de transporte. Ao mesmo tempo, grandes áreas urbanas na cidade de Altamira serão alagadas, forçando o deslocamento de 20 mil a 40 mil pessoas. Marquinho Mota Assessoria de Comunicação - Rede FAOR... << | amazônia norte xingu tapajós pará madeira teles pires | Notícias do Norte | 24/08/2010 13:02 | 0 |
Clara Araújo |
Orquestra Jovem de Guarulhos oferece vagas para bolsistas de violino | A Orquestra Jovem Municipal de Guarulhos recebe até o dia 31 de agosto inscrições para teste de proficiência e seleção de três bolsistas de violino que receberão auxílio financeiro mensal no valor de... ver mais A Orquestra Jovem Municipal de Guarulhos recebe até o dia 31 de agosto inscrições para teste de proficiência e seleção de três bolsistas de violino que receberão auxílio financeiro mensal no valor de R$ 500. Para participar, é necessário ter entre 14 e 25 anos e estar disponível no mínimo três vezes por semana para ensaios semanais, com três horas de duração cada, às segundas, quartas e sextas-feiras, das 19h às 22h, alpem de concertos realizados em datas e em horários preestabelecidos. É necessário também comprovar ser estudante de música do instrumento para o qual está pleiteando a vaga. Os interessados devem comparecer ao Conservatório Municipal de Arte de Guarulhos com original e cópia do RG, CPF, comprovante de residência e um documento que comprove o estudo da música em escola pública ou privada, ou ainda declaração de professor particular. Fonte: Catraca Livre - www.catracalivre.com.br... << | são paulo orquestra gratuito | Feira de Oportunidades | 23/08/2010 16:25 | 0 |
Alana Austin |
Ondas da comunidade | Comunicação - 11/08/2010 13:34 Ondas da comunidade Por Cecília Olliveira “Vida cidadã é existência cidadã. Ter voz ativa para comunicar, uma... ver mais Comunicação - 11/08/2010 13:34 Ondas da comunidade Por Cecília Olliveira “Vida cidadã é existência cidadã. Ter voz ativa para comunicar, uma voz que fala a sua língua”. A opinião é de Wladimir Fernandes de Aguiar, da Rádio Maré, mas poderia ser de todos os cidadãos que lutam pelo direito de operar um canal de comunicação, através de uma lei de Radiodifusão Comunitária mais justa. “Esta é a ultima fronteira da democracia. Não existe democracia sem liberdade de expressão”, reitera Wladimir, que junto a outras vozes de rádios comunitárias luta pela revisão da lei 9612/88, que regula a atividade de Radiodifusão no país. “Muitos pontos tem que ser revistos. A impossibilidade de veicular propagandas, a potência de 25 watts, a utilização de um único canal, que favorece o monopólio e a proibição de rádios para lideranças religiosas”, enumera ele. Wladimir explica que a limitação da potência restringe o alcance a um máximo de 4 km. Além disso, o canal único obriga que todas as rádios operem na mesma freqüência, alternando o alcance. Para ele, “a lei não veio legalizar as rádios existentes, mas criminalizá-las”. Para além destes pleitos, a principal questão no que se refere à radiodifusão comunitária é a criminalização da atividade. Relatório da Anatel aponta que das 1.509 emissoras lacradas em 2009, 881 eram comunitárias. Cirineu Fedriz, comunicador comunitário ficou mais de 10 dias encarcerado em um presídio por manter uma rádio comunitária sem licença. Zuza foi condenado a dois anos de prisão e Paulo Jonas acumula vários processos por transmissão ilegal. Os casos destes três comunicadores paulistas exemplos do que acontece país afora. Segundo a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), cerca de 20 mil comunicadores de rádios pequenas estão sendo processados ou foram condenados. De acordo com a associação, milhares de emissoras que pediram legalização há mais uma década ainda esperam por avisos de habilitação para sua região. Enquanto isso, rádios e TVs comerciais de algumas regiões funcionam com outorgas vencidas. “Pedimos regularização ao Ministério das Comunicações em 1998 e após muita cobrança, nossa licença provisória saiu em 2008. É muita demora. Foram 10 anos.”, diz Wladimir Fernandes, que opera a Radio Maré há mais de 15 anos. "A lei não veio legalizar as rádios existentes, mas criminalizá-las”. “Mais que lutar por estas melhorias, temos que lutar por uma revisão geral das comunicações do país”, afirma o representante nacional da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (AMARC) no Brasil, João Paulo Malerba. Malerba lembra o caso da nova lei de comunicação argentina, aprovada em 2009. “Hoje o espectro das rádios argentinas são divididas em partes iguais: 33% para concessões estatais, 33% para comerciais e 33% para as públicas, nas quais se incluem as concessões para sociedade civil. Todas elas têm os mesmos direitos, inclusive de captar anúncios, o que é importante para o pagamento de pessoal, para a modernização do serviço”. Mais luta O Governo Federal criou uma Comissão Interministerial para discutir e apresentar uma proposta de nova regulamentação para a área das comunicações. De acordo com a Abraço, “a participação de representações da Sociedade civil ficou definida como ‘entidades privadas’, o que gerou muita confusão e reações diversas a respeito dessa forma genérica que propicia interpretações diferenciadas sobre o seu significado”. A entidade, então, reivindica a sua participação como convidada. Para Malerba, mesmo que a lei mude, estará reservado para as rádios comunitárias um “lugar marginalizado”. “Temos que lutar pela igualdade no tratamento das rádios perante a lei”, afirma.... << | Nenhuma | AMARC Brasil | 13/08/2010 10:36 | 0 |
João Malerba |
Organizações sociais escolhem resoluções prioritárias | Em seminário, entidades nacionais e estaduais discutiram estratégias para fazer principais demandas aprovadas na Conferência saírem do papel Uma das dificuldades para a... ver mais Em seminário, entidades nacionais e estaduais discutiram estratégias para fazer principais demandas aprovadas na Conferência saírem do papel Uma das dificuldades para a implementação das resoluções da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) é a extensa quantidade de propostas que foram aprovadas na plenária final do encontro nacional. As mais de 600 resoluções geraram um cenário de falta de foco e de priorização de temas e de ações. Para tentar minimizar esse problema, cerca de 50 pessoas de várias entidades nacionais e estaduais se reuniram em Brasília nesta quinta-feira (1) e escolheram aproximadamente 70 propostas consideradas prioritárias para a sociedade civil. A ideia dos organizadores do seminário não foi de alterar ou retirar propostas e nem de bater o martelo sobre o que é mais ou menos importante na visão das organizações e movimentos sociais que participaram do processo da Confecom. O objetivo foi criar uma contribuição para que o movimento de comunicação debatesse prioridades. O documento final deve circular pela internet para avaliação dos que não puderam comparecer em Brasília neste seminário. Com essas prioridades que foram sugeridas no seminário, pretende-se que as propostas escolhidas ganhem mais força que as outras e que, por consequencia, tenham mais condição de saírem do papel. Não deve ser uma tarefa fácil a curto prazo, já que o Parlamento vai andar a passos lentos por causa do calendário eleitoral este ano. Além disso, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, já afirmou que o papel deste governo seria apenas classificar as propostas [saiba mais]. As propostas elencadas como prioritárias foram selecionadas abarcando todos os temas tratados na Confecom. Elas devem ainda passar por uma sistematização e serão divulgadas a partir do próximo dia 19, por meio de uma videoconferência. “Essa é a nossa plataforma para a batalha eleitoral de 2010. É com ela que vamos tentar comprometer os candidatos”, disse o jornalista do Portal Vermelho e presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges. Propostas Uma delas diz respeito ao financiamento e estímulo à produção independente e regional de conteúdos educativos. A ideia é mapear todos os fundos existentes em âmbito federal e local que tenham como objetivo o apoio a este tipo de produto de comunicação. E que as organizações sociais articulem a criação destes mecanismos onde eles não existam. Outra prioridade seria a resolução que cria um sistema público de distribuição física de conteúdos produzidos pelas redes de comunicação e cultura, garantindo que a produção cultural financiada com dinheiro público seja exibida e distribuída de forma livre em creative commons. Para a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), que foi uma das representantes da Câmara na Confecom, a eficácia dos encaminhamentos da Conferência vai depender do nível de mobilização e protagonismo da sociedade civil. Ela entende que o Plano Nacional de Banda Larga, por exemplo, foi acelerado pela pressão dos movimentos da área e da população.“Precisamos ampliar e preservar as conquistas”, afirma a deputada, que foi uma das proponentes do seminário. Um estudo feito pelo deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE) mostra que cerca de 35% das propostas aprovadas na Confecom implicam em alguma forma de ação legislativa no Congresso Nacional. Além disso, o relatório informa que, deste percentual, que representa 222 propostas, dois terços (148) já são motivo de alguma ação, como projetos de lei, em pelo menos uma das casas legislativas do país (Câmara e Senado). Articulação A priorização das propostas não foi o único resultado do seminário de Brasília. Também foi discutida a melhor forma do movimento de comunicação continuar organizado. Embora não tenha sido um consenso entre as entidades, a maioria decidiu manter e ampliar a Comissão Nacional Pró-Conferência (CNPC), articulação que surgiu para mobilizar a sociedade civil antes da Confecom. A integrante do Conselho Federal de Psicologia e da coordenação executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Roseli Goffman, discordou da revitalização da CNPC. “Não é um momento em que há força política para nossas instituições comparecerem porque nós estamos disputando eleições nas nossas entidades”, opinou. Segundo ela, a estratégia do FNDC é revitalizar seus fóruns locais e criar novos onde não existirem. Porém, dentro do próprio FNDC existem posições diferentes. O coordenador da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão (Fitert), Nascimento Silva, disse que o Fórum ainda não bateu o martelo sobre o assunto. “Temos que manter a CNPC do jeito que ela está”, afirmou. As reuniões da CNPC devem acontecer mensalmente. Além disso, foram encaminhadas outras ações, como a manutenção de um diálogo mais próximo com as comissões estaduais e a tentativa de realizar um debate com os candidatos à Presidência da República. Além de Luiza Erundina, pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, o seminário também contou com a co-realização da deputada Iriny Lopes (PT-ES), pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias, e de entidades da sociedade civil. O evento foi realizado na Câmara dos Deputados. Texto de Jacson Segundo para o Observatório do Direito à Comunicação... << | confecom conferência nacional comunicação audiência pública | Conferência Nacional de Comunicação | 19/07/2010 10:41 | 0 |
Fernanda PE |
Onde Pernambuco é mais Caribe Cultura do Estado é homenageada na 30ª edição do Festival del Caribe | Onde Pernambuco é mais Caribe Cultura do Estado é homenageada na 30ª edição do Festival del Caribe, que acontece em Cuba SANTIAGO DE CUBA - Quando a gente pisa em solo “santiaguero” (originário... ver mais Onde Pernambuco é mais Caribe Cultura do Estado é homenageada na 30ª edição do Festival del Caribe, que acontece em Cuba SANTIAGO DE CUBA - Quando a gente pisa em solo “santiaguero” (originário de Santiago de Cuba), já dá para perceber os motivos de tanta especulação sobre a “irmandade” entre esta cidade cubana e o estado de Pernambuco: o calor e o “abafado” que fazem parte do verão daqui são como se estivéssemos - sem exagero - ao meio-dia, num dia muito quente, em plena avenida Conde da Boa Vista lotada. Pois é, em Santiago de Cuba é ainda mais quente. Um calor úmido, “molhado” que parece nos dizer o tempo todo: você está perto da Linha do Equador. Mas, obviamente, não é por causa da “hermandade” do calor, que Pernambuco foi o estado homenageado da 30ª edição do Festival del Caribe. Há muito de interseção mesmo entre a cultura do nosso Estado e a cubana. Antes, um adendo: o Festival del Caribe é um evento cujo pressuposto é cultural, mas sobretudo político. Talvez, para nós, brasileiros, nascidos num País de extensão continental, com inúmeras e diferentes manifestações culturais, mas com a língua portuguesa como sustentáculo, o senso de Nação (essa palavra usada de forma tão apressada, muitas vezes...) seja claro e definido - vimos isso, agora, na Copa do Mundo: atire a primeira pedra em quem não se vestiu de verde e amarelo... Pois bem, agora, pense como deve ser problemática a ideia de nação num país minúsculo como Curaçao (integrante das Antilhas Holandesas), que é uma ilha, tem como línguas possíveis o inglês, o holandês, o espanhol e ainda dialetos que “misturam” os três... Difícil. Ainda mais se levarmos em conta que grande parte do que é culturalmente consumido num país como Curaçao vem de outras culturas: filmes americanos, novela brasileira (sim, já podemos ser taxados de imperialistas!), música mexicana. Aí, a pergunta necessária: para onde vai aquele senso de pertencimento a uma cultura, a uma nação, num lugar como Curaçao? Para nossa tranquilidade, ele existe e está sendo demonstrado também nesta edição do Festival del Caribe, onde, junto a Pernambuco, o país caribenho também é homenageado. É a primeira vez que um estado e não um país é homenageado neste festival. No ano de 1997, o Brasil ganhou homenagem. Em 2010, é a vez de Pernambuco. “A cultura de Pernambuco é profundamente sincrética, como todas as manifestações do Caribe. Há uma história de resistência também que parece nos unir”, afirma o diretor da Casa del Caribe, Orlando Vergés Martínez, organizador do Festival del Caribe. Uma delegação de 150 pernambucanos, entre artistas e produtores, desembarcou em Santiago de Cuba, último sábado, para realizar apresentações artísticas e oficinas para a comunidade “santiaguera”. A banda Devotos, Maestro Forró e a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, além de Fim de Feira, Josildo Sá, entre outros seguem esta semana, mostrando onde Pernambuco é mais Caribe. Abertura No Teatro Heretia, tendo a Plaza de La Revolución à frente, aconteceu, na tarde do último sábado, a abertura do Festival del Caribe. A “gala” (o termo se refere à festa luxuosa) foi da delegação de Curaçao, que apresentou números de dança e música com forte acento caribenho. Um dos destaques da tarde acabou sendo o grupo vocal 2 X 2 (a semelhança com o nome do extinto Soul 2 Soul não é mera coincidência) que, sem instrumentos, somente com improvisos vocais, surpreendeu o público que lotou o Heretia. A “gala” de Pernambuco acontece próxima quinta, também no glamuroso Heretia. No Festival del Caribe, cada localidade homenageada ganha o direito de exibir suas premissas culturais e realizar suas atividades num espaço público e aberto ao público. Último sábado, no primeiro dia do evento, houve a abertura da Casa de Pernambuco, um casarão art déco (na verdade é um clube, o Círculo Social Orestes Acosta) numa área residencial de Santiago de Cuba, que, até próxima sexta, vai abrigar exposições fotográficas, de artesanato, além de mostras de cinema e de shows. Os maracatus Leão Coroado e Piaba de Ouro, caboclinhos, além do Maestro Forró e a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério fizeram apresentações para cubanos em verdadeiro transe com a musicalidade pernambucana. Um dos destaques da noitada de abertura da Casa de Pernambuco acabou sendo a Steel Band, grupo cubano de percussão em latas convex as, que fez versão “caliente” do Hino de Elefante. Arrepiou. Fonte: Jornal Folha de Pernambuco | Repórter Thiago Soares... << | pernambuco | Amigos do Rádio | 08/07/2010 08:10 | 0 |
João Malerba |
ONU cria nova estrutura para o empoderamento das mulheres | Criação da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, denominada ONU Mulheres, é o resultado de anos de... ver mais Criação da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, denominada ONU Mulheres, é o resultado de anos de negociações entre Estados-membros da ONU e pelo movimento de defesa das mulheres no mundo Nova York (EUA) - Numa decisão histórica, a Assembleia Geral da ONU votou por unanimidade hoje (2/7), em Nova York, a criação de uma nova entidade para acelerar o progresso e o atendimento das demandas das mulheres e meninas em todo o mundo. A criação da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, denominada ONU Mulheres, é o resultado de anos de negociações entre Estados-membros da ONU e pelo movimento de defesa das mulheres no mundo. Faz parte da agenda de reforma das Nações Unidas, reunindo recursos e de mandatos de maior impacto. "Sou grato aos Estados-Membros, por ter este grande passo em frente para as mulheres do mundo e meninas", disse o secretário-geral Ban Ki-moon, em um comunicado elogiando a decisão. "ONU Mulheres vai aumentar significativamente os esforços da ONU para promover a igualdade de gênero, expandir as oportunidades e combater a discriminação em todo o mundo", completou. A ONU Mulheres será construída a partir do trabalho de quatro instâncias das Nações Unidas, cuja atuação se concentra na igualdade de gênero e no empoderamento das mulheres: • Divisão para o Avanço das Mulheres (DAW, criada em 1946) • Instituto Internacional de Pesquisas e Capacitação para a Promoção da Mulher (INSTRAW, criada em 1976) • Escritório de Assessoria Especial em Questões de Gênero (OSAGI, criada em 1997) • Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM, criada em 1976) "Felicito aos dirigentes e funcionários da DAW, INSTRAW, OSAGI e UNIFEM pelo seu compromisso com a causa da igualdade de gênero e vou contar com o seu apoio à medida que entramos numa nova era no trabalho da ONU para as mulheres", disse o secretário-geral Ban . "Eu fiz a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres uma das minhas prioridades de trabalho para acabar com o flagelo da violência contra as mulheres, a nomeação de mais mulheres a altos cargos, os esforços para reduzir as taxas de mortalidade materna", observou Ban. Durante muitas décadas, a ONU fez progressos significativos na promoção da igualdade de gênero através de acordos marco, tais como a Declaração e a Plataforma de Ação de Beijing e da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres. A igualdade de gênero não é apenas um direito humano básico, mas a sua concretização tem enormes implicações socioeconômicas. O empoderamento das mulheres é um catalisador para a prosperidade da economia, estimulando a produtividade e o crescimento. No entanto, as desigualdades de gênero permanecem profundamente arraigadas em cada sociedade. Mulheres em todas as partes do mundo sofrem violência e discriminação e estão subrepresentadas em processos decisórios. Altas taxas de mortalidade materna continuam a ser motivo de vergonha global. Por muitos anos, a ONU tem enfrentado sérios desafios nos seus esforços para promover a igualdade de gênero no mundo, incluindo a descentralização dos financiamentos e ausência uma única instância para controlar r as atividades da ONU em questões de igualdade de gênero. Pleno funcionamento: janeiro de 2011 ONU Mulheres, que estará em pelo funcionamento operacional em Janeiro de 2011, foi criada pela Assembleia Geral para tratar desses desafios. Será uma instância forte e dinâmica voltada para as mulheres e meninas, proporcionando-lhes uma voz poderosa a nível global, regional e local. Vai melhorar, e não substituir, os esforços de outras partes do sistema das Nações Unidas (tais como UNICEF, PNUD e UNFPA), que continuam a ter a responsabilidade de trabalhar pela igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres em suas áreas de especialização. ONU Mulheres terá duas funções principais: irá apoiar os organismos intergovernamentais como a Comissão sobre o Status da Mulher na formulação de políticas, padrões e normas globais, e vai ajudar os Estados-membros a implementar estas normas, fornecendo apoio técnico e financeiro adequado para os países que o solicitem, bem como estabelecendo parcerias eficazes com a sociedade civil. Também ajudará o Sistema ONU a ser responsável pelos seus próprios compromissos sobre a igualdade de gênero, incluindo o acompanhamento regular do progresso do Sistema. O Secretário-Geral Ban Ki-moon nomeará uma SubSecretária-Geral para dirigir o novo órgão. Aguarda sugestões dos Estados-Membros e parceiros da sociedade civil para definição do nome. A Subsecretária-Geral será membro de todas as instâncias superiores de decisão da ONU e apresentará relatórios ao Secretário-Geral. Missão e orçamento O orçamento da ONU Mulher será formado por contribuições voluntárias, enquanto que o orçamento regular da ONU vai apoiar o seu trabalho normativo. Pelo menos $ 500 milhões - o dobro do orçamento atual combinado de DAW, INSTRAW, OSAGI e UNIFEM - tem sido reconhecida pelos Estados-Membros como investimento mínimo necessário para a ONU Mulheres. “ONU Mulheres terá um discurso forte e unificado em prol de mulheres e meninas de todo o mundo. Estou ansioso para ver esta nova entidade em funcionamento para que nós - mulheres e homens - possa avançar em conjunto em nossos esforços para alcançar os objetivos de igualdade, desenvolvimento e paz para todas as mulheres e meninas, em todos os lugares ", disse o secretário-geral adjunto Asha-Rose Migiro. A resolução da Assembléia Geral das Nações Unidas de criação da ONU Mulheres também abrange questões mais amplas relacionadas à ONU, estabelecendo uma nova abordagem para o financiamento de operações de desenvolvimento das Nações Unidas, agilidade ao trabalho dos organismos da ONU e melhoria dos métodos de avaliação dos esforços de reforma. Contato da imprensa: Charlotte Scaddan, +1 917-367-9378, scaddan@un.org <mailto:scaddan@un.org> Acesse o site www.unwomen.org <http://www.unwomen.org/> Clique nos links e confira também: Declaração do Secretário-Geral da ONU < http://www.unwomen.org/2010/0...; (em Inglês) Declaração da Diretora-Executiva do UNIFEM, Inés Alberdi < http://www.unifem.org.br/site...; (em Português) Resolução da Assembleia Geral da ONU sobre a criação da ONU Mulheres < http://www.un.org/ga/search/v...; (em Inglês) Fonte: Agência Carta Maior... << | onu mulheres gênero empoderamento | Rede de Mulheres da AMARC Brasil | 06/07/2010 11:17 | 0 |
André Lobão |
Oficina Carnaval da Oficina | A escola de samba Embaixadores da Alegria, única escola de samba para pessoas com qualquer tipo de deficiência e seus familiares, vai abrir a Oficina de Carnaval da Alegria em parceria com Furnas... ver mais A escola de samba Embaixadores da Alegria, única escola de samba para pessoas com qualquer tipo de deficiência e seus familiares, vai abrir a Oficina de Carnaval da Alegria em parceria com Furnas Centrais Elétricas, Instituto do Carnaval e Universidade Estácio de Sá. O objetivo é utilizar a arte e a cultura do carnaval como ferramentas para a construção de relações mais harmônicas entre as pessoas com deficiência, seus amigos e familiares. Serão oferecidos dois diferentes cursos por mês, e dez oficinas durante o ano, para pessoas com qualquer tipo de deficiência, como Síndrome de Down, Paralisia Cerebral, amputados, cadeirantes, deficientes auditivos e visuais. O curso é extensivo a familiares, de ambos os sexos, jovens e adultos. Cada curso tem carga horária de 34 horas mensais. Os alunos vão obter certificado e, aqueles que se destacarem, poderão ser inseridos no mercado de trabalho. Fonte: Assessoria... << | carnaval necessidas especiais | Necessidades especiais | 01/06/2010 12:17 | 0 |
Luiz Alexandre |
OAB lança campanha para abertura dos arquivos da Ditadura Militar | A OAB-RJ lança a campanha " Pela Memória e pela Verdade", um abaixo-assinado em defesa da abertura dos arquivos da repressão política no período da Ditadura Militar. Para saber mais acesse aqui. A OAB-RJ lança a campanha " Pela Memória e pela Verdade", um abaixo-assinado em defesa da abertura dos arquivos da repressão política no período da Ditadura Militar. Para saber mais acesse aqui. | direitos humanos tortura | Direitos Humanos | 05/05/2010 15:34 | 0 |
André Lobão |
o que é cultura, afinal? | O que é cultura? Tempo vai, tempo vem, e a discussão sobre o conceito de cultura é sempre um debate atual. Cultura é o que tem qualidade? E quem define o que tem qualidade? A cultura de massa é ruim?... ver mais O que é cultura? Tempo vai, tempo vem, e a discussão sobre o conceito de cultura é sempre um debate atual. Cultura é o que tem qualidade? E quem define o que tem qualidade? A cultura de massa é ruim? Existe uma cultura boa e outra que possa ser considerada lixo? Leia mais... Por Marília Gonçalves e Rosilene Miliotti - Observatório de Favelas... << | cultura rio de janeiro funk | Consumo!! | 05/05/2010 14:49 | 0 |
João Malerba |
o Dia da Mulher nasceu das mulheres socialistas | Quando começou a ser comemorado o Dia Internacional da Mulher? Quando começou a luta das mulheres por sua libertação? Qual é a influência do movimento... ver mais Quando começou a ser comemorado o Dia Internacional da Mulher? Quando começou a luta das mulheres por sua libertação? Qual é a influência do movimento socialista na luta das mulheres? E o 8 de Março, como nasceu? A data teve origem a partir do quê? Onde? Estas e outras questões mereceram uma atenção especial em 2003, quando nos jornais e na Internet apareceram repetidamente versões diferentes. Todas, no entanto, esqueceram a palavra-chave, que está na luta da mulher por sua libertação: mulher “socialista”. Em 2003, nas vésperas do 8 de Março, o jornal cearense O Povo publicou um longo artigo de uma professora da Universidade Federal do Ceará (UFCE) que deixou muita gente assustada. O mesmo aconteceu com vários artigos que circularam pela Internet. Para encarecer a dose, logo após a comemoração do Dia Internacional da Mulher, em 2003, o novo jornal que acabara de sair, Brasil de Fato, no seu número 1, também trazia um artigo da mesma professora da UFCE, Dolores Farias, que reafirmava o que ela havia escrito no jornal O Povo, dias antes. Houve pessoas que ficaram furiosas com a contestação da origem da data do Dia Internacional da Mulher. Procurando entender o porquê desta confusão. Na verdade, a questão da origem do 8 de Março já é discutida há uns 40 anos. Em 1996, o Jornal do Brasil trazia um artigo da professora da UFRJ, Naumi Vasconcelos, no qual ela dizia que a tal greve de Nova Iorque, em 1857, quando teriam morrido 129 operárias queimadas vivas, nunca existiu. E ela afirma que a origem desta data é bem outra. No mesmo ano, em março, Conselho de Classe jornal do SEPE, Sindicato dos Profissionais de Educação da rede pública do Estado do Rio de Janeiro, trazia um artigo da mesma professora Naumi, com o título sugestivo de: Quem tem medo do 8 de Março? Este mesmo texto da Naumi já tinha sido publicado no mensário Em Tempo, pouco antes. Uma pesquisa de 12 anos Neste artigo, a autora citava, como fonte fundamental para a discussão, um livro de uma pesquisadora canadense intitulado: O Dia Internacional da Mulher – Os verdadeiros fatos e datas das misteriosas origens do 8 de março, até hoje confusas, maquiadas e esquecidas. Este livro, da autora canadense Renée Côté, saiu em 1984, mas estranhamente ficou esquecido por várias razões. O livro da Renée é totalmente antiacadêmico, anticonvencional. Mas, mais do que a forma, o que fez o livro cair em esquecimento é o que ela afirma, que incomoda muita gente. Ela prova por a+b, ao longo de 240 páginas, que as certezas criadas nos anos de 1960, 70 e 80 pelos movimentos feministas, a respeito do surgimento do 8 de Março, são pura ficção. Ela derruba um mito caro às mulheres feministas, que tanto penaram para afirmar esta data. Além disso, o livro acabou caindo no esquecimento porque é mais fácil aceitar versões já consolidadas de histórias, caras às nossas vidas, do que questionar mitos estabelecidos. Assim como, para muitos, é mais fácil aceitar a historinha de Adão e Eva, criados do barro, uns seis mil anos atrás, do que questionar as origens do homem, bem mais complexas, centenas de milhares de anos atrás. Há um outro fator determinante que fez o livro da autora canadense cair no limbo: ela deixa transparecer, o tempo todo, sua visão favorável à autonomia dos movimentos sociais frente aos partidos e mostra uma prevenção à própria idéia de partido político. O livro se insere no grande leito de luta autonomista, típica dos movimentos de esquerda dos anos 70. Isto cria uma animosidade com muitos setores da esquerda mais influente, que poderiam divulgar sua obra. Mas, deixando de lado simpatias, ou alergias, vamos entrar no cipoal deste mito. A explicação da origem do mito da greve de Nova Iorque de 1857, nos EUA, e do esquecimento de outra greve real, concreta e julgada inoportuna pelo Partido e pelo Sindicato, de 1917 na Rússia, vamos ver só no final do artigo. A questão-chave é ver por quê, no mundo bipolar da Guerra Fria dos anos 60 do século passado, os dois blocos em disputa aceitaram a versão de uma greve de mulheres, em 1857, nos EUA, e esqueceram uma outra greve de mulheres, em 1917, na Rússia. Os motivos são mais políticos que psicológicos. Há vários estudos, cada um acompanhado de uma vasta bibliografia, que vão no mesmo sentido das pesquisas da Renée Côté. Entre eles destacamos os artigos “8 de Março: Conquistas e Controvérsias” de Eva A. Blay, de 1999. Outro estudo é de Liliane Kandel, de 1982, “O Mito das Origens: sobre o Dia Internacional da Mulher”. Outro texto muito rico é da Sempreviva Organização Feminista (SOF), de 2000, “8 de Março, Dia Internacional da Mulher: em busca da memória perdida”. Vamos apresentar a síntese destas recuperações históricas. O clima mundial quando nasceu o mito de 1857 Na década de 60 o mundo vivia uma grande convulsão político-ideológica. Somente no começo dos anos 70, o jogo se define e o bloco ocidental americano, isto é, capitalista, leva a melhor sobre o bloco soviético, socialista. A chegada do homem à lua, por parte dos americanos, em 69, definiu o destino da humanidade por várias décadas e, quem sabe, séculos. A URSS, a partir dessa data, entra em rápida decadência e o bloco americano caminha rumo ao império neoliberal mundial. Esta década foi um vendaval nos costumes e ideologias do mundo. Mexeu com todo o equilíbrio político-cultural do planeta. Os anos 60 começam com a vitória do povo da Argélia contra o colonizador francês que foi o estopim das guerras de libertação no Congo, Senegal, Nigéria, Ghana e em toda a África. A China vivia sua Revolução Cultural, com o famoso Livro Vermelho de Mao Tse Tung, que influenciava milhões de jovens no mundo inteiro. O Vietnã, após ter derrotado a França em 54, enfrentava e preparava a derrota do maior exército do mundo. Os países ex-coloniais tinham criado o movimento dos Não-alinhados. O mundo árabe, sob a liderança de Nasser, começava a se mexer. Enquanto isso, a Revolução Cubana, com os barbudos Fidel e Che, era um modelo para os revolucionários da América Latina e do mundo. No bloco soviético, aumentava a contestação interna com a Primavera de Praga, em 68, na República Tcheca. Enquanto isso, a Igreja Católica vivia as dores do parto do nascimento da Teologia da Libertação, pós-Concílio Vaticano II, que negava o apoio a exploradores, opressores, colonizadores e senhores da guerra, com suas cruzadas, e começava a falar em libertação dos oprimidos. No mundo ocidental, os costumes tradicionais eram contestados pela entrada em cena do mundo jovem: Beatles, Woodstock, Black Power, movimento hippie e Panteras Negras. Na América Latina, faziam-se guerrilhas contra ditadores representantes do capital local e capachos do imperialismo americano. As mulheres americanas e européias haviam descoberto a pílula e as dos países do Terceiro Mundo, a metralhadora, nas guerrilhas lado a lado com os homens. No Ocidente, os estudantes passaram dos livros de Marcuse a Alexandra Kollontai e Wilhem Reich com sua Revolução Sexual e A Função do Orgasmo. As mulheres americanas se manifestavam contra a Guerra do Vietnã e falavam em Women's Lib, libertação das mulheres. Os estudantes erguiam barricadas em Paris, tomavam as ruas em Praga, Berkley e Rio de Janeiro e falavam de revolução e de amor: revolução social e sexual. E as feministas nas suas manifestações falavam de “mística feminina” e queimavam sutiãs nas praças públicas. Nesse caldeirão cultural mundial, em Chicago, em 1968 e em Berkley, em 69, se retoma, através de boletins e jornais feministas, a idéia do Dia Internacional da Mulher. Só que se esquece de que no começo do século, quando nasceu o Dia da Mulher, se acrescentava a qualificação de socialista. Este dia tinha caído no esquecimento, enterrado por sucessivas avalanches históricas. As duas guerras mundiais, a burocratização stalinista da União Soviética e o avanço do capitalismo ocidental na sua versão clássica americana, ou na sua versão socialdemocrata européia, cada vez menos socialista, não tinham interesse em comemorar o 8 de Março. Nos países comunistas, após a 2ª Guerra Mundial, voltaram as comemorações do 8 de Março. Mas estas eram mais para louvar a política dos seus respectivos governos do que para encaminhar a luta pela total libertação da mulher. É nesse clima político-ideológico que será retomada a idéia de se comemorar uma data internacional para a luta de libertação das mulheres. A origem do mito da greve de 1857 O que estamos acostumados a ler nos boletins de convocação do Dia da Mulher é a história de uma greve, que aconteceu em Nova Iorque, em 1857, na qual 129 operárias morreram depois de os patrões terem incendiado a fábrica ocupada. A primeira menção a essa greve, sem nenhum dos detalhes que serão acrescentados posteriormente, aparece no jornal do Partido Comunista Francês, na véspera do 8 de Março de 1955. Mas onde se dá a fixação da data do 8 de março, devido a esta greve, é numa publicação, que apareceu em Berlim, na então República Democrática Alemã, da Federação Internacional Democrática das Mulheres. O boletim é de 1966. O artigo fala rapidamente, em três linhas, do incêndio que teria ocorrido em 8 de março de 1857 e depois diz que em 1910, durante a 2ª Conferência da Mulher Socialista, a dirigente do Partido Socialdemocrata Alemão, Clara Zetkin, em lembrança à data da greve das tecelãs americanas, 53 anos antes, teria proposto o 8 de Março como data do Dia Internacional da Mulher. A confusão feita pelo jornal L ´Humanité não fala das 129 mulheres queimadas. Aonde se começa a falar desta mulheres queimadas é na publicação da Federação das Mulheres Alemã, alguns anos depois. Esta historinha fictícia teve origem, provavelmente, em duas outras greves ocorridas na mesma cidade de Nova Iorque, mas em outra época. A primeira foi uma longa greve real, de costureiras, que durou de 22 de novembro de 1909 a 15 de fevereiro de 1910. A segunda foi uma outra greve, uma das tantas lutas da classe operária, no começo do século XX, nos EUA. Esta aconteceu na mesma cidade em 1911. Nessa greve, em 29 de março, foi registrada a morte, durante um incêndio, causado pela falta de segurança nas péssimas instalações de uma fábrica têxtil, de 146 pessoas, na maioria mulheres imigrantes judias e italianas. Esse incêndio foi, evidentemente, descrito pelos jornais socialistas, numerosos nos EUA naqueles anos, como um crime cometido pelos patrões, pelo capitalismo. Essa fábrica pegando fogo, com dezenas de operárias se jogando do oitavo andar, em chamas, nos dá a pista do nascimento do mito daquela greve de 1857, na qual teriam morrido 129 operárias num incêndio provocado propositadamente pelos patrões. E como se chegou a criar toda a história de 1857? Por que aquele ano? Por que nos EUA? A explicação, provavelmente, é a combinação de casualidades, sem plano diabólico pré-estabelecido. Assim como nascem todos os mitos. A canadense Renée Côté pesquisou, durante dez anos, em todos os arquivos da Europa, EUA e Canadá e não encontrou nenhuma traça da greve de 1857. Nem nos jornais da grande imprensa da época, nem em qualquer outra fonte de memórias das lutas operárias. Ela afirma e reafirma que essa greve nunca existiu. É um mito criado por causa da confusão com as greves de 1910; de 1911, nos EUA; e 1917, na Rússia. Essa confusão se deu por motivos históricos políticos, ideológicos e psicológicos que ficarão claros no fim do artigo. Pouco a pouco, o mito dessa greve das 129 operárias queimadas vivas se firmou e apagou da memória histórica das mulheres e dos homens outras datas reais de greves e congressos socialistas que determinaram o Dia das Mulheres, sua data de comemoração e seu caráter político. Já em 1970, o mito das mulheres queimadas vivas estava firmado. Rapidamente foi feita a síntese de uma greve que nunca existiu, a de 1857, com as outras duas, de costureiras, que ocorreram em 1910 e 1911, em Nova Iorque. Nesse ano de 1970, com centenas de milhares de mulheres americanas participando de enormes manifestações contra a guerra do Vietnã e com um forte movimento feminista, em Baltimore, EUA, é publicado o boletimMulheres-Jornal da Libertação. Neste já se reafirmava e se consolidava a versão do mito de 1857. Mas, na França, essa confusão não foi aceita tranqüilamente por todas e todos. O jornal nº 0, de 8 de março de 1977, História d´Elas, publicado em Paris, alerta para esta mistura de datas e diz que, em longas pesquisas, nada se encontrou sobre a famosa greve de Nova Iorque, em 1857. Mas o alerta não teve eco. Dolores Farias, no seu artigo no Brasil de Fato, nº 2, nos lembra que, em 1975, a ONU declarou a década de 75 a 85 como a década da mulher e reconheceu o 8 de março como o seu dia. Logo após, em 1977, a Unesco reconhece oficialmente este dia como o Dia da Mulher, em homenagem às 129 operárias queimadas vivas. No ano de 1978, o prefeito de Nova Iorque, na resolução nº 14, de 24/1, reafirma o 8 de março como Dia Internacional da Mulher, a ser comemorado oficialmente na cidade de Nova Iorque. Na resolução, cita expressamente a greve das operárias de 1857, por aumento de salário e por 12 horas de trabalho diário, e mistura esta greve fictícia com uma greve real que começou em 20 de novembro de 1909. O mito estava fixado, firmado e consolidado. Agora era só repeti-lo. Por que a cor lilás? A partir de 1980, o mundo todo contará esta história acreditando ser verdadeira. Aparecerá até um pano de cor lilás, que as mulheres estariam tecendo antes da greve. Daquela greve que não existiu. A mitologia nasce assim. Cada contador acrescenta um pouquinho. “Quem conta um conto aumenta um ponto”, diz nosso ditado. Por que não vermelho? Porque vermelhas eram as bandeiras das mulheres da Internacional. Vermelhas eram as bandeiras de Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo e Alexandra Kollontai, delegadas dos seus partidos, à 1ª Conferência das Mulheres Socialistas, em 1907; e da 2ª, na Dinamarca, em 1910. Nesta última foi decidido que as delegadas, nos seus países, deveriam comemorar o Dia da Mulher Socialista. A cor lilás na luta das mulheres tem uma origem engraçada. A feminista Sylvia Pankrust nos conta que esta foi adotada pelas sufragistas inglesas, em 1908, junto com outras duas cores, como símbolo de sua luta. Estas lutadoras pelo direito de voto escolheram o lilás, o verde e o branco. O lilás se inspirava na cor da nobreza inglesa, o branco simbolizava a pureza da luta feminina e o verde a esperança da vitória. Historicamente, vamos reencontrar a cor lilás na retomada do feminismo, nos anos 60. O vermelho estava muito ligado aos Partidos Comunistas do Bloco Soviético que, na verdade, já tinham muito pouco de socialismo, ou de comunismo. Além disso, historicamente, vários destes partidos pouco apoio haviam dado às lutas específicas das mulheres. A expressão "Libertação da Mulher" não era própria destes partidos. Neles, a luta da mulher era vista quase só com o objetivo de integrá-la à luta de classe. A luta feminista, para muitos comunistas, só atrapalhava a luta geral do proletariado. Tirava forças da luta principal. Foi nesse clima que, nas décadas de 60 e 70 do século passado, a luta feminista foi retomada, num processo de auto-organização das mulheres. No movimento feminista havia uma forte crítica à prática da maioria dos partidos e sindicatos. Muitos movimentos se organizaram de forma autônoma, lutando para garantir sua independência. Assim, várias feministas adotadaram a cor lilás, como uma nova síntese entre as cores azul e rosa. O vermelho das bandeiras das mulheres da Internacional foi esquecido. Na década de 70, as mulheres socialistas reafirmavam a origem socialista do 8 de Março, ao mesmo tempo em que várias delas assumiam a cor lilás como cor específica da luta feminista. A libertação da mulher tem origem na luta socialista A idéia da libertação da mulher nasceu na terra fértil do movimento socialista mundial, no final do século XIX e começo do século XX. As raízes desta batalha podem ser encontradas nos escritos de Marx e Engels. A visão da família, da mulher proletária e da burguesa que permeiam A Origem da Família, da Propriedade e do Estado, de Engels, é a base da visão dos socialistas sobre a necessidade da libertação da mulher proletária. A frase de Marx, “A opressão do homem pelo homem iniciou-se com a opressão da mulher pelo homem”, demorou para dar seus frutos, mas deu. Contemporâneos de Marx, Paul Lafargue e Laura Marx foram batalhadores da igualdade e da libertação feminina, em seus vários escritos, sobretudo em seu livro mais conhecido, Direito à Preguiça. Clara Zetkin, desde 1890, logo após a fundação da Internacional Socialista, começou a falar, escrever e organizar a luta das mulheres visando a integrá-las à luta socialista. Visando a que elas tomassem seu lugar na luta de classes, na revolução socialista que estava próxima. Fora da 2ª Internacional, a tradição anarquista de uma parte do movimento operário também exigia a igualdade de homens e mulheres. A realidade, naquele começo do movimento da classe trabalhadora ainda era dura: partido e sindicato eram coisas de homem. Mas, mesmo nesse ambiente desfavorável, grandes mulheres passaram a discutir com as maiores lideranças da época e deixaram suas marcas em livros e artigos e na organização das forças revolucionárias. Foi neste embate de idéias que um dos teóricos da Internacional, August Bebel, em 1885, escreveu seu livro A Mulher e o Socialismo. E é nesse grande rio que deságua o célebre A Nova Mulher e a Moral Sexual, de Alexandra Kollontai, mais de 20 anos depois. Nesse ambiente de lutas operárias e de discussões teóricas, no campo socialista, é que nasceu a luta pela participação política e, pouco a pouco, pela libertação da mulher. A partir do começo do século XX, essa batalha das socialistas se cruzou com a do movimento das mulheres independentes, em sua maioria pertencentes às classes média e alta, que estavam em campanha pelo direito de voto. Essas mulheres, nos Estados Unidos e na Inglaterra, ao reivindicar o sufrágio para as mulheres, ficaram conhecidas como assufragistas e suas relações com as socialistas eram de conflito, devido às visões e a posição de classe diferentes. As mulheres socialistas criam o Dia da Mulher Desde 1901, nos EUA, logo após a criação do Partido Socialista, surge a União Socialista das Mulheres, com a finalidade de reivindicar o direito de voto feminino. Entre os anos 1900 e 1908, sempre nos Estados Unidos, nascem vários clubes de mulheres, uns intimamente ligados ao Partido Socialista, outros mais autônomos, anarquistas ou não. Todos exigiam o direito de voto para as mulheres. Em 1908, a Federação dos Clubes de Mulheres Socialistas de Chicago toma a iniciativa, autônoma, não ligada oficialmente ao Partido Socialista, de chamar para um Dia da Mulher, num teatro da cidade. Era o domingo, 3 de maio. Os debates do dia tinham dois temas de pauta: 1. A educação da classe trabalhadora. 2. A mulher e o Partido Socialista. Nessa conferência, o palestrante Ben Hanford repetiu uma das idéias-chaves de Engels no seu A Origem da Família da Propriedade e do Estado. Nas palavras do orador, de acordo com Engels, “As mais exploradas são as mães do nosso povo. Elas estão de mãos e pés amarrados pela dependência econômica. São forçadas a vender-se no mercado do casamento, como suas irmãs prostitutas no mercado público.” Mas não foi esse encontro independente, no teatro The Garrick, de Chicago, que foi reconhecido pelo Partido Socialista como começo da comemoração do Dia da Mulher. A iniciativa desse dia tinha nascido fora da estrutura oficial do Partido. O primeiro dia da Mulher, nacional, assumido pelo Partido, foi no ano seguinte, em Nova Iorque, em 28 de fevereiro de 1909. Em outras cidades do País, como Chicago, o dia foi celebrado em outras datas. O objetivo desse dia, convocado pelo Comitê Nacional da Mulher do Partido Socialista americano, “era obter o direito de voto e abolir a escravidão sexual.” O panfleto de convocação dizia: “A realização da revolução das mulheres é um dos meios mais eficazes para a revolução de toda a sociedade.” Desde o começo do século, nos EUA havia um importante movimento pelo voto feminino, fora da órbita dos socialistas. A maioria das mulheres do Partido consideravam esse movimento como um movimento de mulheres brancas e de classe média. Dentro do Partido Socialista havia um constante vai-e-vem sobre esse tema. Por seu lado, as mulheres anarquistas não viam nenhum sentido na luta pelo voto, nem das mulheres e nem dos homens. O meio para construir uma nova sociedade, e a igualdade entre homens e mulheres, na visão anarquista, não seria certamente o voto, e sim a ação direta revolucionária. A principal porta-voz desta visão era a revolucionária anarquista Emma Goldman. O ambiente americano favorecia esta reivindicação do direito de voto. Até o ano de 1909, somente em quatro estados era reconhecido o direito ao voto feminino. A extensão do voto para toda mulher americana só viria em 1920. Na Europa, o movimento das mulheres socialistas, liderado por Clara Zetkin, também era cheio de zige-zagues. No começo, dentro da Internacional, se levava uma guerra sistemática contra a luta pelo direito de voto feminino, visto como uma forma de desviar as forças revolucionárias das mulheres e considerado como uma reivindicação burguesa. Era assim que eram tachadas as sufragistas, seja da Europa que da América, pelos socialistas. Essa visão européia será adotada pelo Partido Socialista americano, em meio a grandes debates e com vozes discordantes. No meio do calor e das contradições desse debate, na 1ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em 1907, em Stuttgart, 58 delegadas de 14 países elaboraram uma proposição que comprometia os vários Partidos Socialistas a entrar na luta pelo voto feminino. A resolução foi elaborada, na véspera, na casa de Clara Zetkin, por ela e duas camaradas, suas hóspedes: Rosa Luxemburgo e a única russa da Conferência, Alexandra Kollontai. É nesse clima de embates que, em 1910, o Partido Socialista americano organiza, pela segunda vez, o Dia da Mulher no último domingo de fevereiro, em Nova Iorque. O objetivo do dia é declarado sem rodeios no convite: “Arrolar as mulheres no exército dos camaradas da revolução social.” Esta comemoração, de 1910 foi marcada por uma grande participação de operárias. Eram as costureiras da cidade que haviam terminado uma longa greve pelo direito de ter o seu sindicato reconhecido. A greve durou de 22 de novembro de 1909 até 15 de fevereiro de 1910, quase na véspera do Dia da Mulher. Foi uma greve longa, dura, com fortes piquetes reprimidos com violência pela polícia, que prendeu mais de 600 pessoas. Encerrada a greve, as costureiras participaram ativamente da preparação e da realização do Dia da Mulher chamado pelo Partido Socialista. Dois meses depois, em maio, no congresso do partido, realizado em Chicago, foi deliberado que o partido americano enviaria delegados ao Congresso da Internacional, a ser realizado em agosto, com a tarefa, entre outras, de propor ao plenário que o Dia da Mulher fosse assumido pela Internacional. Esse dia deveria tornar-se o Dia Internacional da Mulher, a ser celebrado pelos socialistas, no último domingo de fevereiro de cada ano. Em agosto desse ano, antes do Congresso da Internacional, se realizou em Copenhague, na Dinamarca, a 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas. Foi então que as delegadas americanas levaram a proposta aprovada no Congresso do seu partido. Assim, aceitando a proposta das delegadas dos Estados Unidos, Clara Zetkin e outras camaradas propõem a realização anual do Dia Internacional da Mulher. O dia ficou indefinido. Ficou a cargo de cada país escolher a data melhor para comemorar este dia. A resolução aprovada será publicada logo em seguida, no jornal dirigido por Clara, A Igualdade, em 29 de agosto. “As mulheres socialistas de todas as nações organizarão um Dia das Mulheres específico, cujo primeiro objetivo será promover o direito de voto das mulheres. É preciso discutir esta proposta, ligando-a à questão mais ampla das mulheres, numa perspectiva socialista.” A outra proposta, de comemorar o Dia da Mulher junto com a data já clássica da luta operária, o 1º de Maio, defendida por Clara e várias outras delegadas, foi derrotada. O dia da Mulher deveria ser comemorado num dia próprio, específico. O Dia da Mulher se fixa em 8 de Março Na Europa, a primeira celebração do Dia Socialista das Mulheres aconteceu em 19 de março de 1911, por decisão da Secretaria da Mulher Socialista, órgão da Internacional. Alexandra Kollontai, que propôs a data, diz que foi para lembrar um levante de mulheres proletárias, na Prússia, em 19 de março de 1848. Nesse dia, escreveu Kollontai, as mulheres conseguiram do rei da Prússia a promessa, depois não cumprida, de obter direito de voto. Nos EUA, a tradição de realizar o Dia da Mulher no último domingo de fevereiro se repetiu em 1911, 1912 e 1913. Em 1914, será comemorado em 19 de março, seguindo a indicação da Kollontai. Nos vários países da Europa, após a decisão da 2ª Conferência, onde havia um partido socialista, se começou a comemorar o Dia da Mulher. Na Suécia, a primeira comemoração foi em 1º de março de 1911. O mesmo aconteceu na Itália. Na França, o começo do Dia da Mulher foi em 1914, comemorado dia 9 de março, próximo ao Dia da Mulher na Alemanha. Em 1914, pela primeira vez, na Alemanha, Clara Zetkin e as mulheres socialistas marcam data do Dia da Mulher para 8 de março. Não se explicou o porquê dessa data, pois não precisava. Era um detalhe sem interesse. A data era totalmente indiferente. Tinha que ser qualquer dia. Importante era a realização do dia. Na Rússia, sob da opressão do czar, o primeiro Dia da Mulher só foi comemorado em 3 de março de 1913. Em 1914 todas as organizadoras do Dia da Mulher foram presas e com isso não houve comemoração. Em plena Guerra Mundial, em 1917, na Rússia, as mulheres socialistas realizaram seu Dia da Mulher no dia 23 de fevereiro, pelo calendário russo. No calendário ocidental, a data correspondia ao dia 8 de Março. Era o mesmo dia que, na Alemanha, tinha sido escolhido em 1914. Foi nesse dia que explodiu a greve espontânea das tecelãs e costureiras de Petrogrado. Nesse dia, um grande número de mulheres operárias, na maioria tecelãs e costureiras, contrariando a decisão do Partido, que achava que aquele não era o momento para qualquer greve, saíram às ruas em manifestação por pão e paz. Declararam-se em greve. Essa manifestação foi o estopim do começo da primeira fase da Revolução Russa, conhecida depois como a Revolução de Fevereiro. Em outubro o Partido Bolchevique lidera a grande Revolução Russa, nos “dez dias que abalaram o mundo”. Essa greve foi documentada nos escritos de Trotsky e de Alexandra Kollontai, ambos membros do Comitê Central do Partido Operário Socialdemocrata Russo e ambos, depois, proscritos pelo stalinismo vencedor. Kollontai escreve: "O dia das operárias, 8 de Março, foi uma data memorável na história. Nesse dia as mulheres russas levantaram a tocha da revolução." Mas o texto que melhor nos conta os fatos da greve das operárias da Petrogrado é um longo trecho de Leon Trotsky, no primeiro volume de seu livro História da Revolução Russa. Vale a pena acompanhá-lo: “O 23 de fevereiro era o Dia Nacional das Mulheres. Programava-se, nos círculos da socialdemocracia, de mostrar o seu significado com os meios tradicionais: reuniões, discursos, boletins. Na véspera, ninguém teria imaginado que este Dia das Mulheres pudesse ter inaugurado a revolução. Nenhuma organização planejava alguma greve para aquele dia. Ainda por cima, uma das combativas organizações bolcheviques, o Comitê dos Tecelões de Rayon, formado essencialmente por operários, desaconselhava qualquer greve. O estado de espírito da massa, segundo Kaiurov, um dos chefes operários deste setor, era muito tenso e cada greve ameaçava tornar-se um confronto aberto. O Comitê julgava que o momento de começar hostilidades ainda não tinha chegado e que o Partido ainda não tinha forças suficientes e, ao mesmo tempo, a união entre soldados e operários ainda era insuficiente. Por isso tinha decidido não chamar para greve, mas para se preparar para a ação revolucionária, num futuro ainda não definido. Esta era a linha de conduta preconizada pelo Comitê, na véspera do dia 23, e parecia que todos a tivessem aceitado. Mas, na manhã seguinte, contra todas as orientações, as operárias têxteis abandonaram o trabalho em várias fábricas e enviaram delegadas aos metalúrgicos para pedir-lhes que apoiassem a greve. Foi a contra-gosto, escreve Kaiurov, que os bolcheviques, seguidos pelos operários mencheviques e pelossocialistas de esquerda se juntaram à marcha. Como se tratava de uma greve de massa, era necessário comprometer todo mundo para sair às ruas e estar à frente do movimento. Esta foi a resolução proposta por Kaiurov e o Comitê de Vyborov se sentiu forçado a aprová-la. Pelos fatos, é então certo que a Revolução de Fevereiro foi iniciada por elementos da base que passaram por cima da oposição das suas organizações revolucionárias, e que a iniciativa foi tomada espontaneamente por um contingente do proletariado explorado e oprimido mais que todos os outros, as operárias têxteis. (...) O empurrão final veio das enormes filas de espera em frente às padarias.” Em 1921, realizou-se, em Moscou, na URSS, a Conferência das Mulheres Comunistas que adota o dia 8 de Março como data unificada do Dia Internacional das Operárias. A partir dessa Conferência, a 3ª Internacional, recém-criada, espalhará a data 8 de Março como data das comemorações da luta das mulheres. Um dia esquecido e depois reinventado Na Rússia comunista, após a vitória da Revolução de Outubro, nos primeiros anos do novo regime, o dia 8 de Março era comemorado todo ano, como o Dia Internacional da Mulher Comunista. O dia, pouco a pouco, perdeu seu interesse e o adjetivo comunista foi caindo à medida que o ímpeto revolucionário da União Soviética começou a se arrefecer. Nos últimos anos da década de 20 e, sobretudo, nos anos 30, o Dia Internacional da Mulher, seja comunista ou socialista, se perderá na tormenta que se abateu sobre o mundo. A ascensão do nazismo na Alemanha, o triunfo do stalinismo na URSS e o declínio da socialdemocracia na Europa e o vendaval da 2ª Guerra Mundial enterram as manifestações do Dia das Mulheres. Fora dos países comunistas, no Ocidente, a humanidade só voltará a falar do Dia da Mulher, no final dos anos 60. Nesse lapso de tempo, o marco do 8 de Março, data da greve das operárias de Petrogrado, de 1917, foi esquecido. A data da vitória das revolucionárias rebeldes russas, que impôs a derrota do absolutismo do Czar e deslanchou a Revolução Russa, não interessava aos comunistas do mundo todo. Estes, quase todos, viviam anestesiados pelos encantos ou pelo terror stalinista. Retornar a lembrança daquele 8 de Março das operárias revolucionárias de Petrogrado também não interessava à Socialdemocracia, rejuvenescida após a destruição da Segunda Guerra Mundial e em conflito aberto com o comunismo dos países do bloco soviético. 8 de Março: uma data a celebrar Menos que menos, a data do 8 de Março de 1917, na nascente URSS, interessava o bloco capitalista ocidental, inimigo mortal da Rússia comunista. É neste clima, propício ao esquecimento da verdadeira história do Dia da Mulher, já na década de 1950, nas publicações do Partido Comunista, na França, se começou a falar de uma forte luta das operárias americanas, em 8 de março de 1857. Talvez, a famosíssima greve do 1º de Maio, na Chicago de 1886 e as numerosas greves nas tecelagens americanas estimularam as fantasias e levaram a enfatizar a participação dos Estados Unidos na luta da mulher, o que favoreceu esta confusão de datas. Pouco a pouco se deslocou a data para 1857, em Nova Iorque. E aí, em ondas sucessivas de contadores, se chegou a historinha completa. No dia 1º de Março de 1964, o jornal da CGT francesa, Antoinette, fala que “foram as americanas que começaram. Era 8 de março de 1857. Para exigir as 10 horas elas ocuparam as ruas de Nova Iorque”. É a continuação do que já tinha aparecido no jornal do PCF, nos anos anteriores. E finalmente, foi assim, sem precisar de uma conspiração organizada por um suposto império do mal, que na Alemanha Oriental, em 1966, a Federação das Mulheres Comunistas noticiou a história do Dia da Mulher, enriquecida com o martírio das 129 queimadas vivas. Tudo isto foi feito de forma confusa, misturando fatos com fantasias, com cada contador, escrevendo e inventando datas e detalhes. E foi assim, sem nenhuma deliberação conspiratória, que o mito que acabava de ser criado, em 1966, no Leste Europeu, começou a ser divulgado e foi depois enriquecido fartamente, nos EUA do final dos anos 60 e em todo o mundo ocidental. Depois disso, era só enriquecer o mito. O que foi feito, até sua cristalização em 1975, com a ONU e logo depois com a Unesco, em 1977. Uma data muito rica que não precisa de mitos Derrubar o mito de origem da data 8 de Março não implica desvalorizar o significado histórico que este adquiriu. Muito ao contrário. Significa retomar a verdade dos fatos que são suficientemente ricos de significado e que carregam toda a luta da mulher no caminho da sua libertação. Significa enriquecer a comemoração desse dia com a retomada de seu sentido original. Significa voltar às origens do ideal socialista da maioria das mulheres que lutavam por um mundo novo sem exploração e opressão do homem pelo homem e especificamente da mulher pelo homem. Um dia que quer retomar a comemoração e a luta de um 8 de Março sem medos. Avançar sem medos e sem vergonha pelas derrotas sofridas pelas revoluções perdidas no século XX, rumo à conquista da libertação total das mulheres. Significa integrar todos os novos e importantíssimos aspectos da luta da libertação da mulher, descobertos com a evolução histórica da humanidade no século XX, com a retomada de suas raízes socialistas. Integrar à clássica luta libertária, socialista e comunista do começo do século XX, as contribuições de diferentes linhas de pensamento e países, que vão de Wilhem Reich a Simone de Beauvoir, de Herbert Marcuse a Samora Machel, de Betty Friedann a Rose Marie Muraro. Integrar toda a luta do feminismo para construir uma sociedade onde a mulher seja reconhecida como gente. Integrar estas elaborações teóricas com as lutas e as experiências de vida de milhares de ativistas, militantes e organizadoras da luta das mulheres, no mundo inteiro: das guerrilheiras latino-americanas, às mulheres vietnamitas, das trabalhadoras das fábricas às plantadoras de arroz da Índia, das Mães dos desaparecidos argentinos às lutadoras pela reforma agrária do MST. Uma longa luta sem medo da felicidade, sem medo do prazer. Sem medo de lutar por uma revolução, que deverá ser social, sexual, e profundamente cultural. Sem medo de levantar as bandeiras vermelhas da luta pela libertação da humanidade. A libertação de homens e mulheres. Anexo Datas básicas sobre a origem do 8 de Março 1900-1907 — Movimento das Sufragistas pelo voto feminino nos EUA e Inglaterra.1907 — Em Stuttgart, é realizada a 1ª Conferência da Internacional Socialista com a presença de Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo e Alexandra Kollontai. Uma das principais resoluções: "Todos os partidos socialistas do mundo devem lutar pelo sufrágio feminino." 1908 — Em Chicago (EUA), no dia 3 de maio, é celebrado, pela primeira vez, o Woman´s Day. A convocação é feita pela Federação Autônoma de Mulheres. 1909 — Novamente em Chicago, mas com nova data, último domingo de fevereiro, é realizado o Woman's Day. O Partido Socialista Americano toma a frente. 1910 — A terceira edição do Woman's Day é realizada em Chicago e Nova Iorque, chamada pelo Partido Socialista, no último domingo de fevereiro. — Em Nova Iorque, é grande a participação de operárias devido a uma greve que paralisava as fábricas de tecido da cidade. Dos trinta mil grevistas, 80% eram mulheres. Essa greve durou três meses e acabou no dia 15/02, véspera do Woman's Day. — Em maio, o Congresso do Partido Socialista Americano delibera que as delegadas ao Congresso da Internacional, que seria realizado em Copenhague, na Dinamarca, em agosto, defendam que aInternacional assuma o Dia Internacional da Mulher. "Este deve ser comemorado no mundo inteiro, no último domingo de fevereiro, a exemplo do que já acontecia nos EUA". — Em agosto, a 2ª Conferência Internacional da Mulher Socialista, realizada dois dias antes do Congresso, delibera que: "As mulheres socialistas de todas as nacionalidades organizarão (...) um dia das mulheres específico, cujo principal objetivo será a promoção do direito a voto para as mulheres". Não é definida uma data específica. 1911 — Durante uma nova greve de tecelãs e tecelões, em Nova Iorque, morrem 134 grevistas, a causa de um incêndio devido a péssimas condições de segurança. — Na Alemanha, Clara Zetkin lidera as comemorações do Dia da Mulher, em 19 de março. (Alexandra Kollontai diz que foi para comemorar um levante, na Prússia, em 1848, quando o rei prometeu às mulheres o direito de voto). — Nos Estados Unidos, o Dia da Mulher é comemorado em 26/02 e na Suécia, em 1º de Maio. 1912 — Nos Estados Unidos, o Dia da Mulher é comemorado em 25/02. 1912 e 1913 — Na Alemanha, o Dia da Mulher é comemorado em 19/3. 1913 — Na Rússia é comemorado, pela primeira vez, o Dia da Mulher, em 3/3. 1914 — Pela primeira vez, a Secretaria Internacional da Mulher Socialista, dirigida por Clara Zetkin, indica uma data única para a comemoração do Dia da Mulher: 8 de Março. Não há explicação sobre o porquê da data. — A orientação foi seguida na Alemanha, Suécia e Dinamarca. — Nos Estados Unidos, o Dia da Mulher foi comemorado em 19/03 1917 — No dia 8 de Março de 1917 (27 de fevereiro no calendário russo) estoura uma greve das tecelãs de São Petersburgo. Esta greve gera uma grande manifestação e dá início à Revolução Russa. 1918 — Alexandra Kollontai lidera, em 8/3, as comemorações pelo Dia Internacional da Mulher, em Moscou, e consagra o 8/3 em lembrança à greve do ano anterior, em São Petersburgo. 1921 — A Conferência das Mulheres Comunistas aprova, na 3ª Internacional, a comemoração do Dia Internacional Comunista das Mulheres e decreta que, a partir de 1922, será celebrado oficialmente em 8 de Março. 1955 — Dia 5/3, L´Humanité, jornal do PCF, fala pela primeira vez da greve de 1857, em Nova Iorque. Não fala da morte das 129 queimadas vivas. 1966 — A Federação das Mulheres Comunistas da Alemanha Oriental retoma o Dia Internacional das Mulheres e, pela primeira vez, conta a versão das 129 mulheres queimadas vivas. 1969 — Nos Estados Unidos, o movimento feminista ganha força. Em Berkley, é retomada a comemoração do Dia Internacional da Mulher. 1970 — O jornal feminista Jornal da Libertação, em Baltimore, nos EUA consolida a versão do mito de 1857. 1975 — A ONU decreta, 75-85, a Década da Mulher. 1977 — A Unesco encampa a data 8/3 como Dia da Mulher e repete a versão das 129 mulheres queimadas vivas. 1978 — O prefeito de Nova Iorque decreta dia de festa, no município, o dia 8 de Março, em homenagem às 129 mulheres queimadas vivas. Saiba mais na página do Núcleo Piratininga de Comunicação, emwww.piratininga.org.br... << | gênero mulher mulheres 8 de março | Questão de gênero | 09/03/2010 12:54 | 0 |
Lielle Serafim |
o balanço positivo da Confecom | O balanço positivo da Confecom A 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) termina hoje (17) com um saldo positivo para a democratização da comunicação no país. Isso é o que avalia... ver mais O balanço positivo da Confecom A 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) termina hoje (17) com um saldo positivo para a democratização da comunicação no país. Isso é o que avalia Joaquim Ernesto Palhares e Wagner Nabuco de Araújo, diretores da Agência Carta Maior e da revista Caros Amigos, respectivamente. Para Palhares, a Confecom representou um "marco na luta pela comunicação democrática no país", e considera que, agora, todos serão obrigados a entender a pluralidade da comunicação brasileira. "O governo vai entender que comunicação não se faz com meia dúzia de famílias", afirma. Além das propostas aprovadas, a Confecom, na visão deles, também serviu para aproximar empresários e pequenos empreendedores de veículos de comunicação. Prova disso é que os empresários de mídia alternativa envolvidos no processo da Confecom decidiram se articular para formar uma associação brasileira de pequenos empreendedores de comunicação. Tal associação servirá para debater com autoridades municipais, estaduais e federais a fim de que elas percebam a "existência real" de outros veículos de comunicação e a participação da sociedade. "Queremos que a comunicação alternativa sente na mesma mesa que a grande imprensa", destaca Palhares. Apesar de muitas propostas aprovadas ainda precisarem ir para o Congresso Nacional, o diretor da revista Caros Amigos acredita que, agora, o caminho será mais rápido. "A Confecom colocou a democratização da comunicação na agenda política. Agora, o monopólio não será mais tão forte", acredita. A avaliação positiva também é compartilhada por Antonio Martins, membro do Conselho de Gestão do Le Monde Diplomatique Brasil. Para ele, o resultado da Conferência foi bom devido a três aspectos principais. O primeiro foi colocar a comunicação na pauta da agenda nacional, evitada durante muitos anos principalmente pelos grandes empresários. "Queriam retirar a comunicação da discussão das políticas públicas", comenta, destacando também a tentativa de boicote à Conferência por parte de um grupo de empresários. O segundo, de acordo com Martins, é o processo de perda de audiência de algumas emissoras dominantes ao mesmo tempo em que há um aumento de publicações alternativas. E, por último, ele cita a divisão do setor de comunicação clássico. Segundo ele, a Confecom deixou claro que existe também, em alguns setores empresariais, o desejo de mudança da comunicação brasileira. Mesmo com o saldo positivo de propostas, Martins lembra que o último dia da Confecom não é o fim, mas apenas o começo de um processo de luta e articulação da sociedade civil. Para ele, agora é necessário transformar as propostas que precisam de aprovação no Congresso Nacional em projetos de lei e, as que não precisam, em medidas a serem adotadas o mais rápido possível. "A Confecom não é o final, é só começo. Agora vamos virar a página e iniciar um novo processo", comenta. Entre as propostas aprovadas, destacam-se: a criação do Conselho Nacional de Jornalismo; a divisão do espectro radioelétrico seguindo a proporção de 40% para o sistema público, 40% para o privado e 20% para o estatal; a proibição da publicidade destinada a crianças menores de 12 anos; o reconhecimento do direito humano à comunicação como direito fundamental previsto na Constituição Federal; a criação de Observatório de Mídia de Igualdade Racial; e a desburocratização dos processos de autorização para rádios comunitárias. Avaliação do Governo A avaliação positiva e o tom de otimismo resultante da 1ª Confecom não foram apenas entre empresários de mídia alternativa e sociedade civil. De acordo com Ottoni Fernandes Junior, secretário executivo da Secretaria de Comunicação Social do Governo (Secom), a Confecom foi um avanço para a "convergência de interesse entre Governo e sociedade civil". Para ele, a Conferência é uma forma de o governo mostrar que quer assegurar mais acesso e participação da sociedade. De acordo com ele, a meta agora é consolidar as conquistas adquiridas nessa Conferência para, depois, "avançar em um novo marco regulatório para comunicação" no Brasil. Em relação a críticas recebidas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como um mandato fraco na área de comunicação e a concentração de publicidade governamental em alguns veículos, o secretário explica que a comunicação não foi fraca, apenas mais voltada para ampliar o acesso da população a informações sobre políticas públicas. Sobre a distribuição de verbas de publicidade, afirma que já existem encaminhamentos para obrigar os órgãos de governo a desconcentrarem as verbas de publicidade presentes somente em alguns veículos e "regionalizar e democratizar as verbas de anúncios estatais". Publicado por Adital. Karol Assunção/Adital [Quinta-Feira, 17 de Dezembro de 2009 às 20:31hs] Texto retirado de: www.revistaforum.com.br ... << | confecom | Conferência Nacional de Comunicação | 18/12/2009 08:39 | 0 |
João Malerba |
o golpe das teles e da Band na Confecom-SP | Representantes das companhias Telefônica, TIM e Oi, filiados à Telebrasil, em conjunto com o grupo Bandeirantes, que tem representado a Associação Brasileira de... ver mais Representantes das companhias Telefônica, TIM e Oi, filiados à Telebrasil, em conjunto com o grupo Bandeirantes, que tem representado a Associação Brasileira de Radiodifusores (ABRA) na Confecom estão impedindo que o setor das pequenas empresas de comunicação de São Paulo participe democraticamente da Conferência Nacional da Comunicação. Este grupo havia formalizado um acordo com representantes da Associação dos Jornais do Interior de São Paulo (Adjori-SP), Agência Carta Maior e revistas Fórum, Caros Amigos e Retratos do Brasil onde se acertou que as eleições de delegados no estado se daria por segmentos e respeitaria a proporcionalidade das posições presentes. O acordo foi encaminhado para a Comissão de Transporte e Comunicação da Assembléia Legislativa pelo próprio representante da Telebrasil na comissão e foi publicado no Diário Oficial de hoje. No entanto, quando perceberam que o movimento das pequenas empresas de comunicação de São Paulo havia inscrito aproximadamente 40% dos delegados, os empresários da Telefônica, Oi e TIM, em conjunto com o grupo Bandeirantes, decidiram que não respeitariam o acordo e passaram a ameaçar impo sua suposta maioria de delegados para derrubá-lo na primeira votação do segmento na etapa paulista. Como solução propuseram “ceder” apenas 10 das 84 vagas reservadas para São Paulo aos pequenos empresários. O golpe contra a democratização das comunicações tem data e hora para acontecer. Começa na sexta-feira às 17h na Quadra dos Bancários de São Paulo (rua Tabatinguera, 192, Centro de São Paulo). Continua no sábado e domingo na Assembléia Legislativa de São Paulo. O movimento das pequenas empresas de comunicação solicita a todos os blogueiros, tuiteiros e militantes de todos os segmentos da luta progressista que não aceitam mais que os grandes conglomerados midiáticos, a partir de métodos antidemocráticos, continue a impor suas posições sem negociar de forma correta e limpa a divulgar essa ação e a protestar. Também solicita que esses midialivristas compareçam a Quadra dos Bancários para filmar, tuitar, fotografar e postar notas denunciando essa ação antidemocrática. leia o blog do rovai: www.revistaforum.com.br/blogd...... << | confecom conferência nacional comunicação são paulo | Conferência Nacional de Comunicação | 19/11/2009 17:37 | 0 |
Lielle Serafim |
o \"APAGÃo\" no ES | Há muito tempo eu não sentia tanto medo! rs... Na hora do apagão eu estava no meio da rua sozinha, chegando da faculdade meia noite e meia. Não tinha saída, era ir para casa ou ficar na rua naquele... ver mais Há muito tempo eu não sentia tanto medo! rs... Na hora do apagão eu estava no meio da rua sozinha, chegando da faculdade meia noite e meia. Não tinha saída, era ir para casa ou ficar na rua naquele breu. Fui para casa, e descobri mais uma finalidade para o celular, ele serve como lanterna. No meio do caminho eu pensava como nós viveríamos se não tivesse mais energia elétrica, eu parecia ter voltado no tempo... e que medo! rs Enfim, por aqui o apagão deixou gente presa no aeroporto, uma senhora na capital foi socorrida as pressas porque dependia de um aparelho para respirar e sem energia elétrica ele não funciona, uma conhecida minha, levou o maior susto, acordou com a casa em chamas porque dormiu com uma vela acesa e esqueceu de apagar, mas no fim deu tudo certo, todos saíram bem. Não temos notícias de que o apagão por aqui tenha sido tão danoso.... Aqui em São Mateus (cidade onde eu moro) está acontecendo um embate entre os quilombolas e a FIBRIA (empresa produtora de eucalipto), quilombolas foram presos e agredidos injustamente, mas nos jornais o "apagão" recebeu mais destaque. O pouco que se fala sobre o assunto é para deturpar a imagem dos quilombolas. Hoje de manhã no bom dia Brasil o Alexandre Garcia, se eu entendi bem, "sugeriu" que o apagão poderia ter sido provocada pelos índios, trabalhadores e quilombolas da região de Itaipú. Pouca gente sabe que o Incra está demarcando as terras dos quilombolas aqui e em Itaipú... Falar mal dos quilombolas, atribuir culpas a eles desvia a atenção do povo. É, o que está por trás do "apagão", quase não se pode ver! Literalmente!! Bjus galera!! Até os próximos capítulos.. ... << | apagão | Criar Brasil | 12/11/2009 11:00 | 0 |
André Lobão |
o Nobel de Obama | Meus caros, o que foi a escolha de Barack Obama (foto) para o Prêmio Nobel da Paz? O especialistas de plantão justificaram a concessão pelo fato do presidente americano estar... ver mais Meus caros, o que foi a escolha de Barack Obama (foto) para o Prêmio Nobel da Paz? O especialistas de plantão justificaram a concessão pelo fato do presidente americano estar implementando um plano de retirada de tropas do Iraque. Se fosse só por isso tudo bem, mas o nosso simpático Obama anunciou que pretende enviar mais de 40 mil soldados para o Afeganistão, ou seja, um remanejamento de tropas. Isso é pacifismo ou gerenciamento de guerra? Acredito que seja realmente muito difícil para um presidente americano encarar o jogo de interesses da máquina de guerra do “Tio Sam”. Barack Obama não tem carisma suficiente para subjugar o poder dominante do velho capitalismo americano. O seu messianismo já não convence tanto em seu próprio país. Talvez essa política para reforçar a guerra contra o terror no Afeganistão seja uma tentativa de sobrevivência política. Na América é práxis dos governos, republicanos ou democratas, recorrerem ao apelo intervencionista da sua máquina de guerra. É bom lembrar que o conflito do Vietnan teve seu auge na administração de Lyndon Johnson, democrata sucessor de John Kennedy, que já havia enviado consultores para a região. Definitivamente paz, nunca foi um assunto que merecesse atenção dos mandatários americanos, nem dos queridinhos da mídia, como Barack Obama.... << | paz barack obama eua oriente médio terrorismo mídia | Chance à Paz | 12/10/2009 21:07 | 0 |
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o poder tóxico da desigualdade | A pobreza é um problema para a sociedade e para a natureza em geral. Em vários bolsões do mundo temos prejuízos decorrentes da falta de saneamento ou do recolhimento... ver mais A pobreza é um problema para a sociedade e para a natureza em geral. Em vários bolsões do mundo temos prejuízos decorrentes da falta de saneamento ou do recolhimento inadequado do lixo. Logo, parte da postura de preservação do meio ambiente passa, necessariamente pelo combate à pobreza. A preocupação com a preservação da natureza é realidade para poucos, o que torna difícil imaginar um movimento abrangente, que inclua aqueles que não têm condições mínimas de sobrevivência. Em contextos de miséria, desestruturação familiar e violência, falar de ecologia não passa de um luxo ou devaneio. "O elemento mais tóxico para o meio ambiente é a pobreza" Diante dessa constatação, a solução sugerida seria o combate à pobreza por meio do desenvolvimento, só que o principal elemento tóxico não é a pobreza, mas sim a riqueza e a busca desenfreada pelo maior lucro possível. Eu diria que é exatamente nessa imbricação entre pobreza e riqueza que mais perdemos. A desigualdade, que a cada dia avança no mundo, salienta as diferenças entre os gêneros, as etnias, os ricos e os pobres. O modo de vida que escolhemos tem por princípio a exclusão do outro e assume na sociedade capitalista a coisificação da natureza e das pessoas. Tudo tem seu preço e é preciso obter sempre o maior lucro. Com o advento do regime econômico, que hoje é praticamente o único no mundo — curiosamente numa época em que se defende o pluralismo para tudo, menos para a gestão econômica —, as pessoas e as terras se tornaram elementos que podem gerar riqueza. Porém, com o tempo, os próprios empresários perceberam a fraqueza dessas mercadorias, ora com o esgotamento da terra, ora com a morte dos empregados. Em relação ao ser humano foram criadas uma série de leis de proteção social que regularam o tempo de serviço e garantiram elementos mínimos para que fosse possível a reprodução do trabalho. Em relação às terras também foram criadas leis que passaram a regular o seu uso. Nessas questões temos de forma recorrente, novas propostas e avanços que visam garantir a preservação dessas duas "mercadorias fictícias", as quais são alvo da ganância e do desejo de enriquecimento de alguns. Nessa luta, a questão ecológica é a que mais tem avançado graças, à mobilização de vários setores da sociedade e às propostas de regulação, que têm sido debatidas em conferências internacionais. "A atitude das pessoas para com a ecologia depende do que pensam de si mesmas em relação a tudo que as rodeia. A ecologia humana está profundamente condicionada ao que cremos acerca de nossa natureza e destino, isto é, a religião". Nessa linha de raciocínio de "visão ortodoxa", dissemina a compreensão de que o homem deve dominar a natureza, o que cria condições para a destruição humana. É nosso dever cuidar da criação dentro da perspectiva da mordomia. O papel das crenças e dos valores no dia-a-dia da sociedade, é um elemento central que precisamos considerar em nossas ações e discussões. Nessa direção, percebemos que a questão ecológica tem no capitalismo e em sua lógica de riqueza a qualquer custo – o seu principal opositor. Os recursos naturais não são suficientes para se manter o nível de consumo vigente entre os mais ricos do mundo. A atual situação só é possível graças à desigualdade social, pois, se todos tivessem o padrão de consumo de combustível, alimentação ou energia elétrica existente em boa parte dos lares, o mundo já teria entrado em colapso. É preciso esclarecer que, nestes anos de globalização, é preciso que tenhamos Ipanema que não se sustentaria se não existisse a Rocinha. Essa é a dinâmica que sustenta este mundo injusto e cada vez mais desigual. Em meio a essa realidade o meio ambiente padece, seja pela ausência de pobres, seja pelo excesso de ricos. Entre os pobres, as doenças infecciosas, muitas causadas pela má qualidade da água, matam duas vezes mais do que o câncer. No Brasil apenas 60% do lixo coletado tem tratamento adequado e somente 35% do que é captado pelo sistema de saneamento é tratado. Já entre a minoria rica há uma crescente concentração de bens e capital. Além disso, por exemplo, apesar de os Estados Unidos possuírem menos de 10 % da população mundial, lá se consome 26% do petróleo, 35% do carvão mineral e 27% do gás natural mundial. E as conseqüências disso recaem sobre os países pobres, mais vulneráveis às mudanças climáticas que ocorrem no globo devido a fenômenos como o efeito estufa. Se é certo que a pobreza traz danos ao meio ambiente, também são gritantes os problemas que os excessos dos mais ricos representam para a natureza. Estamos diante de uma iminente crise no abastecimento de água e precisamos de uma postura distinta da lógica capitalista quando se trata dos recursos do planeta. "As mudanças na postura de mordomia, de misericórdia e de solidariedade para com o próximo e a criação se faz realmente necessário" ... << | desigualdade pobreza social poder econômia meio ambiente riqueza | Cultura Popular e Cidadania | 10/10/2009 13:48 | 0 |
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o apólogo | O Poder Judiciário intencionalmente ou não, por morosidade ou deficiência, seja lá por que for, mantem acesa a chama da impunidade. Com dois pesos e duas medidas afrontam e... ver mais O Poder Judiciário intencionalmente ou não, por morosidade ou deficiência, seja lá por que for, mantem acesa a chama da impunidade. Com dois pesos e duas medidas afrontam e desafia a população sobre tudo a menos abastada. O Poder Público, sobretudo o Poder Legislativo e Tributário, de promessas falaciosas, mentiras, distorções criativas, novas Constituintes, nos Decretos Lei, articulam salários, impostos e sanções cuja vírgula enaltece o colarinho branco e incrimina a cidadania. Pode ser "apologia ao crime", faltar hospitais, escolas, equipamentos e salários aos policiais, as forças armadas, inventar impostos, não ter moradia e proteção condizente às famílias, não ter cadeias que recuperem. Pode ser uma "apologia ao crime", assalariado dos Poderes Públicos morarem em apartamentos de milhares de reais. Tão pouco indicio, usar aquele carrinho de milhares de reais comprado com o salário retirado do suor e da fome, da desgraça alheia dos menos favorecidos. Lutar contra tudo isso neste Brasil é um perigo... manter uma rádio comunitária no ar, sem prévia autorização, poderá estar fazendo "APOLOGIA AO CRIME" com agravante de ser contra Autoridade constituída... O Bandido é filho do casal; Sr. Repressão Social Desmedida com Sra. Injustiça Social Exacerbada. É sobrinho e primo da Sr. Insanidade Desesperadora e da Sra.Ignorância Desesperançada. Neto do Dr. Impunidade dos Poderes Públicos e Sra. Desasistência Social Absoluta. Mora com o Sr. Fome e Sra. Miséria Absoluta. Estuda na escola do Crime só atira notas boas e nunca foi reprovado como a maioria de seus colegas, trabalhadores.... ... << | apologia crime bandido | Criar Brasil | 10/10/2009 09:04 | 0 |
Carlos Tautz |
Os atingidos pelo "progresso" acelerado | Rio Brilhante, no Mato Grosso do Sul, é um dos maiores produtores de cana-de-açúcar para etanol daquele estado e, até antes da crise, uma usina ali instalada receberia um... ver mais Rio Brilhante, no Mato Grosso do Sul, é um dos maiores produtores de cana-de-açúcar para etanol daquele estado e, até antes da crise, uma usina ali instalada receberia um investimento público de mais de R$ 600 milhões. A Brenco, um dos gigantes do setor de etanol com empreendimentos localizados no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, se gaba da geração de empregos e responsabilidade social corporativa. Recebeu, entre o final de 2008 e começos de 2009, financiamentos públicos que somaram mais de R$ 1 bilhão para se expandir no setor sucroalcooleiro. O distrito industrial de Barcarena, Pará, tem como carros-chefe sete mega-indústrias do setor minero-metalúrgico, sendo o maior complexo da América Latina no beneficiamento de alumina e produção de alumínio. Sua instalação gradativa modificou completamente a paisagem regional, tornando aquele município, há 40 km de Belém, o segundo PIB e a segunda arrecadação do estado do Pará. Suas sucessivas expansões receberam financiamento público. Altamira, Pará, beira do rio Xingu. É ali que o governo federal quer construir a usina hidrelétrica de Belo Monte. Com o objetivo de gerar cerca de 11 mil kW de energia, a UHE de Belo Monte é uma das joias da coroa do modelo energético brasileiro, tida como a “redenção” do problema da falta de energia para impulsionar o progresso do país. Nos projetos da Eletronorte, Belo Monte irá gerar milhares de empregos, tornando-se um pólo de desenvolvimento para aquela região do Xingu. Belo Monte contará com dinheiro público – no total, seu custo será, segundo a Eletronorte, de US$ 3,7 bilhões. Estranho porque o custo internacional da energia é de cerca de US$ 1 bilhão por kW instalado, o que daria US$ 11 bilhões. Com a fusão da Aracruz Celulose e da Votorantim Papel e Celulose, criou-se a maior “papeleira” da América Latina, uma das maiores do mundo. O Brasil é um dos maiores produtores de celulose do mundo devido às extensas plantações de eucalipto financiadas em grande parte com dinheiro público – R$ 5,4 bilhão. Paradoxalmente, a crise beneficiou as “papeleiras” brasileiras, agraciadas com o deslocamento da produção do hemisfério norte para o sul em vistas das condições para lucratividade do capital. O outro lado do desenvolvimento No dia 15 de setembro, a aldeia Guarani Kaiowá Laranjeira-Ñanderu, cujos habitantes foram expulsos por ordem judicial, foi queimada até as cinzas na mesma Rio Brilhante, como uma das ameças ao desenvolvimento na região centro-oeste. Acampados na beira da estrada BR-163, indígenas viram suas casas queimarem e ainda aturaram os terroristas da milícia incendiária a mando dos fazendeiros modernos da região passarem a noite atirando para o alto, rondando o acampamento e jogando os faróis de milha de suas Hilux de luxo sobre as barracas.A Brenco, em julho de 2009, estava na “lista suja” do trabalho escravo elaborada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O MTE encontrou trabalhadores em situação degradante em Goiás e Mato Grosso. Em 2008, foram registrados 107 autos de infração por violações à legislação, tais como alojamento precário, falta de equipamentos de proteção e transporte irregular. No dia 15 de abril passado, em Barcarena, ocorreu mais um – dos inúmeros – vazamento de material químico originado no distrito industrial instalado no município, atingindo dezenas de comunidades tradicionais às margens do rio Murucupi. Instalada às margens do rio Pará, a quantidade de água aduzida pelo complexo industrial do alumínio é estúpida – para cada quilo de alumínio, são necessários 100 mil litros de água. O consumo de eletricidade é imenso e a usina hidrelétrica de Tucuruí foi construída para abastecer as indústrias de alumínio instaladas na região norte (Alunorte em Barcarena e Alumar em São Luis). A energia aí é altamente subsidiada -- Albrás paga US$ 22 por MWh, e Alumar, US$ 26, sendo que o custo de produção é de US$ 38 e US$ 40, respectivamente. Observem a ligação: Belo Monte e Barcarena, tudo a ver! Lembrem-se de Tucuruí. A usina de Belo Monte causará o alagamento de mais de 100 km de florestas com altíssimo valor para a biodiversidade, inundará ainda vários bairros de Altamira – no total, os atingidos por Belo Monte somarão um montante de 25 mil pessoas. Serão construídas três barragens porque o rio Xingu não viabiliza o ano todo as cheias necessárias para que a usina opere em sua plena capacidade de geração. Todo esse prejuízo socioambiental é para continuar alimentando o complexo de Barcarena – vale ressaltar que é um dos setores mais energia-intensiva do capitalismo aquele produtor de alumínio. O grosso do papel produzido no Brasil é exportado e as “papeleiras” são gigantes exportadores. A Mata Atlântica onde elas estão instaladas sofreu severos prejuízos -- foi substituída pelo “deserto verde”, grande consumidor de água, terra e florestas. Seus impactos são imensos: desertificação do clima, ressecamento e erosão do solo, diminuição da biodiversidade, super-especialização da atividade produtiva, transformações drásticas da paisagem, rebatimentos sobre os povos e comunidades tradicionais e sobre a agricultura familiar.Todos os empreendimentos acima citados têm duas características em comum. A primeira é que todos prometem o progresso – gerar emprego, aumentar o PIB municipal e estadual, prover as prefeituras de meios para aumentar a cidadania das populações. É esse oásis maravilhoso que é prometido ainda hoje em Altamira e região. E em Porto Velho. E no Amazonas. E no Rio Grande do Sul. E no Rio de Janeiro. Mas basta ir até Tucuruí ou às cidades no entorno dos desertos verdes da Votorantim, ou no Mato Grosso do Sul para vermos se isso aconteceu com sustentabilidade, ou seja, ao longo de grande lapso de tempo e com o mínimo – ou nenhum – impacto social ou ambiental. A medida são os pobres. A segunda coisa é que os empreendimentos são financiados – em todo ou em parte -- pelo BNDES, o “banco do desenvolvimento”. É o braço do Estado brasileiro que, viabilizando fortemente o Capital, acredita estar beneficiando as regiões. Atingidos pelo BNDES O que está em questão aqui é o modelo de desenvolvimento implantado no país, um modelo dos anos 1950, disputado pelo PSDB e pelo PT, que gera um “boom” de virtudes em sua implantação para, em seguida, gerar um rosário de consequências indesejáveis e, cada vez, mais inadministráveis. No meio, os atingidos pelo progresso – aquelas multidões de desalojados e frustrados, que se julgam órfãos do Estado brasileiro, gozadores apenas do soluço de “progresso” que chegou em sua cidade. Os atingidos pelo BNDES se encontrarão no Rio de Janeiro, em novembro próximo, para debater o modelo e suas consequências. Ali, será uma boa ocasião de o Brasil conhecer o Brasil. Vamos ficar de olho no movimento dos “atingidos pelo BNDES”. Ele propõe uma novidade que é a de tematizar, diretamente, o modelo de financiamento do Estado brasileiro, um tema estruturante.Geralmente, nossos movimentos sociais tematizam as consequencias do modelo, mas não as estratégias urdidas social e politicamente que o sustentam, desmascarando a lógica de um Estado que, ao contrário do que deseja o pessoal do Bom Dia Brasil, é faccioso e alimentador da desigualdade que promete combater. Josinaldo Aleixo. Sociólogo, consultor, militante da economia solidária.... << | atingdos bndes crescimento | Atingidos Pelo BNDES | 05/10/2009 17:51 | 0 |
André Lobão |
Olimpíadas para inglês ver? | Meus caros, eu até acho interessante a realização dos Jogos Olímpicos aqui no Rio de Janeiro. Não há como negar que o evento vai gerar um desenvolvimento enorme em termos econômicos e estruturais.... ver mais Meus caros, eu até acho interessante a realização dos Jogos Olímpicos aqui no Rio de Janeiro. Não há como negar que o evento vai gerar um desenvolvimento enorme em termos econômicos e estruturais. Mas o que me deixa desconfiado é esse discurso de inclusão social que nossas elites dirigentes usam para defender às pretensões brasileiras. Sinceramente, não consigo acreditar nesse argumento de resgate social dos menos abastados, com a realização dos Jogos de 2016. Por exemplo, eu recebo a newsletter do ex-prefeito do Rio, César Maia. É impressionante como o cara se assume como um dos preconizadores em trazer o evento para o Rio, verdadeiro paí da matéria. Pelo jeito, muita gente está querendo e vai tirar proveito político, caso o COI aprove o projeto da capital carioca. Fico com um pé atrás, pois não houve nenhum ganho social pela realização dos Jogos Pan-Americanos de 2007. Nenhum dos equipamentos construídos para o Pan, está sendo usado por qualquer projeto social na cidade. O estádio Engenhão, Parque Aquático Maria Lenk, Arena Multiuso e tantos outros espaços que não servem para nada. São locais que se transformaram em verdadeiros elefantes brancos, que não inserem e servem de apoio para qualquer iniciativa social. Em dois anos (2007/09), assistimos o crescimento da população de drogados nas ruas do Rio de Janeiro. Em sua maioria são crianças e jovens flagelados pelo maldito crack. Na verdade, não se vê qualquer iniciativa de qualquer esfera do poder público em relação a essa verdadeira pandemia, que está tomando conta das ruas. Qual vai ser o plano para tratar dessa tragédia urbana? Com tantos espaços e praças de esportes não se pode criar meios para diminuir ou até mesmo eliminar o problema desse flagelo? Quero alertar que a cada dia se repetem episódios absurdos de atos de violência. São assaltos seguidos de morte, seqüestros relâmpagos e invasão a diversas residências. Tudo isso, em minha opinião, está relacionado ao consumo do crack. Enquanto às autoridades não tratarem do assunto com seriedade às tragédias vão se repetir. Fazer e realizar Jogos Olímpicos, usando esse discurso mentiroso de inclusão social, é um verdadeiro absurdo e chamo até de estelionato. Os veículos de mídia, pelos menos os que tentam ser independentes, precisam ser mais incisivos nessa cobrança do chamado legado social de um evento dessa magnitude. Se é para aproveitar um momento desses para transformar uma cidade, então que se faça também em prol do social, principalmente. Acho que associações e organizações sociais precisam também participar desse processo. Não adianta mais achar, que a boa vontade de um gestor público vai acontecer sem que não haja mobilização e pressão da sociedade civil. É preciso que cada um de nós assuma sua resposabilidade. O que não adianta é ficar matando barata...... << | rio 2016 rio de janeiro cidadania | Criar Brasil | 02/10/2009 14:20 | 0 |
João Malerba |
o Rádio Digital e as diferentes linguagens radiofônicas são destaques no REcine | Novas perspectivas tecnológicas e programação com linguagem mais criativa e sonora. Estes foram os principais pontos do Fórum de Debates realizado nesta quinta-feira, 24,... ver mais Novas perspectivas tecnológicas e programação com linguagem mais criativa e sonora. Estes foram os principais pontos do Fórum de Debates realizado nesta quinta-feira, 24, durante o Festival de Internacional de Cinema de Arquivo – REcine. Especialistas em radiodifusão participaram da mesa com o tema “O rádio do futuro”, mediada pelo Superintendente de Rádios da EBC, Orlando Guilhon. Michel Penneroux, do Consórcio Europeu de Rádio Digital – DRM, apresentou um panorama do Rádio Digital, com as inovações e os serviços oferecidos pelas novas tecnologias, visando o resgate da popularidade do veículo. Em seguida, Carlos Nepomuceno, da rádio web PontoNet, falou sobre a necessidade de adaptação do rádio a uma era tecnológica da comunicação. Segundo ele, a digitalização altera o sentido do processo comunicativo e traz a possibilidade de maior interação entre os envolvidos. Maria Emília Alencar, da Radio France Internationale, demonstrou algumas experiências de sucesso das rádios públicas francesas no campo das linguagens radiofônicas. E Janete El Haouli, da Casa de Cultura de Londrina, defendeu a valorização do ato de escutar os sons, através do cinema sem imagens, do rádio-artístico e de 'paisagens sonoras', numa tentativa de produzir um conteúdo mais criativo que consiga capturar a atenção do ouvinte. Ao final da palestra, os participantes responderam a perguntas do público, e concordaram sobre a necessidade de propostas que conciliem as novas possibilidades trazidas pela tecnologia e a essência do rádio de aflorar a emoção e a razão. Publicado em 24 de setembro de 2009 Fonte: Arthur William http://www.radiomec.com.br/no...... << | rádio digital recine | Áudio digital | 27/09/2009 16:02 | 0 |
Adriany Gualberto |
o GRITO : SEMINÁRIO BRASIL SALVA A AMAZÔNIA | Os seres humanos dependem da natureza, mas na verdade não conhecem perfeitamente o seu funcionamento; por desconhecê-la, transformam-na e agridem-na.” Krajcberg O artista e... ver mais Os seres humanos dependem da natureza, mas na verdade não conhecem perfeitamente o seu funcionamento; por desconhecê-la, transformam-na e agridem-na.” Krajcberg O artista e ativista Frans Krajcberg, juntamente com a comunidade de Nova Viçosa, cidade do Extremo Sul da Bahia, realiza, nos dias 03 e 04 de setembro, um manifesto em favor da Amazônia, no Centro de Treinamento de Nova Viçosa, no centro da cidade. Dedicado há 50 anos à causa ambiental, Frans Krajcberg quer fazer um chamado global com o Grito: Seminário Brasil Salva a Amazônia, que já conta com a adesão de nomes como os atores e ativistas Christiane Torloni e Vitor Fasano, que estarão no seminário emprestando sua voz ao “grito” proposto por Krajcberg. Com o Grito: Seminário Brasil Salva a Amazônia, Frans Krajcberg quer contribuir com uma nova visão para formação de uma população mundial que se preocupe com o ambiente e com os problemas com ele relacionados, buscando conhecimento, competências e estado de espírito para atuar efetivamente em uma mudança de atitude. Ele acredita que estamos caminhando para a destruição do planeta e que as pessoas que vivem hoje no planeta precisam se conscientizar de sua responsabilidade para com as condições da vida em um futuro próximo. “A mudança de mentalidade é uma necessidade urgente e a arte tem um potencial incalculável como instrumento de educação ambiental transformando a relação homem e natureza”, afirma o artista e ativista. Inicialmente o seminário foi programado para homenagear o artista, mas poucos dias antes da realização do evento, Frans Krajcberg decidiu mudar tudo. “Fui em Nova Viçosa especialmente para conversar com Krajcberg e selecionar as fotos do catálogo, que seria editado em homenagem a ele. Mas ele resolveu mudar a direção de tudo e fazer um manifesto em prol da Amazônia”, diz a jornalista Renata Rocha, que está trabalhando diretamente com Krajcberg neste projeto. ... << | o grito seminário brasil salva a amazônia | transviçosa fm | 02/09/2009 09:30 | 0 |
Lielle Serafim |
Omelete Marginal | Mostras de setembro a outubro Depois do sucesso do projeto Noites Omelete Marginal, começam em setembro as Mostras Omelete Marginal, que serão realizadas em escolas públicas da... ver mais Mostras de setembro a outubro Depois do sucesso do projeto Noites Omelete Marginal, começam em setembro as Mostras Omelete Marginal, que serão realizadas em escolas públicas da rede estadual de três regiões do Espírito Santo: São Mateus (Norte), Cachoeiro do Itapemirim (Sul) e Cariacica (Região Metropolitana). A programação será dividida em duas etapas: 1) Oficinas de Iniciação Tecnológica Digital 2) Mostras Artísticas; que tem como finalidade descobrir novos talentos, incentivar a formação de plateias e iniciar estudantes do ensino médio no mercado cultural capixaba. Acontecerão shows de artistas capixabas consagrados e workshops com o rapper carioca Gabriel O Pensador e mais: seletivas para o Festival Omelete Marginal que acontece em dezembro na Praça do Papa, em Vitória. Anote aí para não perder: 5, 6 e 7 de setembro > Mostra Omelete Marginal em São Mateus 10, 11 e 12 de outubro > Mostra Omelete Marginal em Cachoeiro de Itapemirim 24 e 25 de outubro > Mostra Omelete Marginal em Cariacica Participe! ... << | Nenhuma | Notícias do Sudeste | 02/09/2009 07:46 | 0 |
JC Alvarenga |
OUÇA A NOVA RÁDIO FM WEB RJ. | OLÁ GALERA É UM PRAZER FAZER PARTE DA RÁDIO TUBE NÓS SOMOS A NOVA RÁDIO FM WEB RJ ESTAMOS NO AR 24H POR DIA DE SEGUNDA A SEGUNDA COM MUITA MÚSICA,INFORMAÇÃO,INTRETENIMENTO,PROGRAMAS... ver mais OLÁ GALERA É UM PRAZER FAZER PARTE DA RÁDIO TUBE NÓS SOMOS A NOVA RÁDIO FM WEB RJ ESTAMOS NO AR 24H POR DIA DE SEGUNDA A SEGUNDA COM MUITA MÚSICA,INFORMAÇÃO,INTRETENIMENTO,PROGRAMAS VARIADOS,CHAT,VIDEO CLIPS,RECADOS,ENQUETES SUPER INTERESSANTES E A SUA PARTICIPAÇÃO QUE NÃO PODE FALTAR ACESSE www.novaradiofmbnh.com ENTRE E CURTA DE MONTÃO NOSSA PROGRAMAÇÃO VLW!!!... << | Nenhuma | Comunicação Popular e Comunitária | 19/07/2009 14:52 | 0 |
Rafael Nascimento |
o menor Computador do Mundo!!! | Desde que monstrengos como o Colossus sumiram de cena, os computadores, só foram diminuindo de tamanho e aumentando seu poder. A Lei de Moore já foi quebrada tem tempo, e hoje os hardwares só são... ver mais Desde que monstrengos como o Colossus sumiram de cena, os computadores, só foram diminuindo de tamanho e aumentando seu poder. A Lei de Moore já foi quebrada tem tempo, e hoje os hardwares só são limitados pelos softwares. Coisas cada vez mais minúsculas como o Mac Air, ou um desses mini computadores que surgem por aí são cada vez mais comuns. Agora, a empresa israelense CompuLab lançou o que está sendo chamado do menor computador do mundo: o Fit-PC2. O pequeno notável possui 115×101x27 mm, 370 gramas e uma carcaça de alumínio para deixa-lo mais leve e ajudar a dissipar o calor. Não possui cooler, e, apesar do tamanho, é melhor que muito PC por aí! Fonte: http://www.gamevicio.com.br/i...... << | computador informÁtica | Descomplicando a Informática. | 22/06/2009 15:42 | 0 |
Adriany Gualberto |
Otite afeta 90% das crianças menores de sete anos | No período de inverno os cuidados devem ser redobrados para não haver sequelas, como a perda de audição A otite, inflamação no ouvido ocasionada pelo... ver mais No período de inverno os cuidados devem ser redobrados para não haver sequelas, como a perda de audição A otite, inflamação no ouvido ocasionada pelo acúmulo de líquido no sistema auditivo, pode se tornar um grande problema, principalmente entre as crianças, se não for logo diagnosticada e tratada. Simples infecção, a doença pode ocasionar desde uma perda momentânea até uma perda permanente de audição. ... << | otite afeta 90 das crianças menores de sete anos | transviçosa fm | 18/06/2009 14:41 | 0 |
Mariana Felippe |
o seu bife vem daqui (da Amazônia), por Micheline Alves | http://br.noticias.yahoo.com/... Domingo de sol, família reunida. Diante da churrasqueira, à espera do ponto ideal da picanha, é improvável que alguém pare e... ver mais http://br.noticias.yahoo.com/... Domingo de sol, família reunida. Diante da churrasqueira, à espera do ponto ideal da picanha, é improvável que alguém pare e pergunte de onde teria vindo aquele pedaço de carne. "Do supermercado da esquina" seria a resposta mais rápida. "Do frigorífico" seria outra, mais elaborada. Mas e antes? E quando esse bife ainda era parte de um boi inteiro, vivo, andando por um pasto? Você já se perguntou como terá sido o processo até ele chegar à sua mesa? Sem querer estragar seu almoço, a maneira como é produzida a carne que comemos - e tudo o que se consome em qualquer lugar do mundo - merece um pouco mais de nossa atenção. Ela tem relação com as questões socioambientais que o mundo se vê obrigado a enfrentar hoje para garantir seu futuro. A carne brasileira é um dos principais vetores do desmatamento da Amazônia, segundo um estudo de 2008 que dimensiona a rede complexa que une nossos hábitos do dia a dia à destruição da maior área contínua de floresta tropical do mundo. Intitulado "Conexões sustentáveis São Paulo - Amazônia: Quem se beneficia com a destruição da Amazônia?", o trabalho, elaborado por jornalistas das ONGs Repórter Brasil e Papel Social Comunicação, verifica os impactos ambientais e sociais causados pelo avanço da agropecuária, do extrativismo, das plantações de soja e até dos financiamentos públicos e privados sobre a floresta. A pesquisa foi divulgada durante o seminário "Conexões sustentáveis: São Paulo - Amazônia", uma iniciativa do Fórum Amazônia Sustentável e do Movimento Nossa São Paulo. O evento reuniu dezenas de lideranças locais e nacionais para debater as relações de interdependência entre São Paulo e a Amazônia. A escolha da cidade como fio condutor da pesquisa se deu porque é ela o maior centro consumidor e distribuidor de produtos da Amazônia - e porque até o regime de chuvas da cidade tem ligação com a preservação da floresta. "A Amazônia tem papel fundamental na concentração de nuvens de chuva em São Paulo. A chuva começa a se formar no Atlântico, se adensa sobre a floresta tropical e, ao esbarrar nos Andes, retorna e cai em São Paulo", afirma Adriana Ramos, do Instituto Socioambiental (ISA). Poder de compra As investigações tiveram como limite geográfico a região da bacia do rio Xingu, área entre os estados do Mato Grosso e Pará com 51 milhões de hectares e mais da metade do território protegido por terras indígenas e áreas de preservação. A partir dos setores-chave da economia local - madeira, grãos, carne e financiamento -, o grupo investigou os processos de comercialização que têm em suas bases situações ilegais, como atuação em área embargada, promoção do desmatamento ou mesmo o relacionamento com fornecedores que atuam de maneira ilegal e com uso de trabalho escravo. O relatório aponta os estudos de casos de empresas presentes na região que têm problemas como esses, mas um dos coordenadores do trabalho, Leonardo Sakamoto, da ONG Repórter Brasil, diz que o objetivo não é apontar culpados. "São apenas exemplos. O importante é acompanhar o que as empresas fazem a partir da denúncia: há as que vão procurar resolver esses problemas e há as que dão de ombros, se recusam a discutir." Seu parceiro na coordenação do projeto, Marques Casara, da Papel Social, reforça a posição do consumidor nessa história. Apesar de estar na ponta final da cadeia, quem compra tem poder de provocar mudanças. "O consumidor pode usar seu poder de compra para pressionar a rede de varejo a adquirir apenas produtos de fornecedores que tenham cadeia produtiva legal." São opiniões que vão ao encontro de Beto Veríssimo, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que ressalta a importância de envolver o mercado na luta por um avanço nas políticas públicas. "Sem regularização fundiária, que só o governo pode fazer, não haverá bons negócios na Amazônia." Bom negócio na Amazônia, completa Veríssimo, é fazer pecuária em áreas já desmatadas sem avançar mais sobre a floresta, fazer mineração em áreas determinadas, manejo para exploração e saída dos produtos da floresta, respeito à natureza. "Já há empresas compromissadas com a sustentabilidade. As grandes mineradoras na Amazônia estão buscando uma exploração mais cuidadosa, que dialogue mais com o século 21." É mais barato derrubar Para pôr um freio no ritmo de destruição, o consumidor não precisa abrir mão de comer carne, comprar móveis ou usar óleo de soja. Basta riscar da lista de compras aquelas marcas que insistem em violar princípios éticos e de responsabilidade. Nesse sentido, é útil acompanhar o levantamento que o relatório faz de cada setor produtivo na Amazônia, a começar pela pecuária. O Brasil é o maior exportador mundial de carne. É um mercado que não para de crescer - e, para atendê-lo, cresce também o número de rebanhos: de 2000 para cá, o número de cabeças de gado foi de 170 milhões para 206 milhões no país - 74 milhões delas estão na Amazônia, onde há mais boi do que gente. O grande problema desse crescimento é que ele se tornou o principal vetor para a derrubada da matas. A estimativa é de que 78% do desmatamento na Amazônia tenha sido motivado pela pecuária . São Félix do Xingu, cidade no sul do Pará, aparece no relatório como caso emblemático para ilustrar a expansão pecuária na Amazônia: em 1997, as fazendas desse município de 84 mil quilômetros quadrados comportavam menos de 30 mil cabeças, de acordo com o Sindicato dos Produtores Rurais (SPR) do município. Em dez anos, o contingente passou para 1,7 milhão de animais. No Mato Grosso, os números também impressionam. De acordo com um diagnóstico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em 2007 havia 39 frigoríficos funcionando em 24 municípios, somando uma capacidade de abate de 22 mil cabeças por dia. O mesmo estudo identifica seis unidades em processo de ampliação e nove plantas em construção - o que deve dobrar o número de abates. Além de combater as diversas irregularidades encontradas nessas áreas, é fundamental deter a expansão dessas pastagens. Não se trata de impedir o crescimento do setor, mas aumentar a produtividade das áreas já desmatadas: os especialistas dizem que seria possível criar ao menos três vezes mais gado nessas terras com o uso de tecnologias simples. Por que, então, a derrubada continua? Porque, em curto prazo, é mais barato invadir uma nova área florestal e transformá-la em pasto do que investir na produtividade das áreas já usadas. Em longo prazo, no entanto, é o que se sabe: as conseqüências dessa escolha serão desastrosas. Madeira "esquentada" A extração da madeira também ganha análise detalhada no estudo, já que 23% do que é tirado da floresta é consumido em São Paulo. São cerca de 12,7 milhões de metros cúbicos de madeira amazônica abastecendo a cidade. Para tentar restringir o fluxo de produção ilegal, autoridades paulistas já adotaram medidas. Em sua gestão, a ex-prefeita Marta Suplicy baixou portarias impedindo a compra de mogno. E em 2005 o então governador Geraldo Alckmin e o ex-prefeito José Serra assinaram decretos estaduais e municipais com o objetivo de assegurar a procedência legal desses materiais, exigindo que tenham origem de áreas de desmatamento autorizado. Mesmo assim, de acordo com a pesquisa, empresas criminosas escapam do crivo dos órgãos públicos por meio de vários mecanismos que "esquentam" a madeira ilegal. Isso acontece, por exemplo, quando madeireiros conseguem que um Plano de Manejo Florestal Sustentável seja aprovado, usando na verdade uma área que já foi explorada: apesar de retirar árvores de uma área qualquer, eles informam na documentação que as toras saíram da área aprovada. A cadeia de produção da soja é outra que foi rastreada pela pesquisa. Apesar de a expansão do grão ter se dado principalmente no Cerrado, o aumento da demanda no mercado internacional impulsionou uma maior penetração da cultura na Amazônia. Em muitas áreas, ela tornou-se motivação direta de queimadas e desmatamentos para a conversão em lavoura. Além das conseqüências ambientais, esse avanço traz conseqüências para povos indígenas, comunidades tradicionais e assentados. Dos 19 municípios apontados pelo governo federal como principais focos de desmate no Mato Grosso, seis se localizam em áreas parcialmente integradas à área de proteção. Desmatamento zero Um último aspecto analisado pelo relatório "Conexões sustentáveis" é o financiamento de todas essas atividades. O estudo mostra como, desde a ditadura militar, generosos investimentos de instituições públicas e privadas vêm bancando as atividades produtivas na floresta, sem que se levassem em conta os impactos socioambientais dos empreendimentos. O resultado é que, agora, o governo se vê forçado a criar mecanismos para conter a devastação. Ou seja, apagar incêndios que o próprio governo, anos atrás, ajudou a criar. Um desses mecanismos é a Resolução 3.545 do Conselho Monetário Nacional, que, ao condicionar recursos para custear a produção à regularidade do registro fundiário das fazendas e a licenças ambientais, fez com que financiamentos públicos despencassem até 15%. Por outro lado, a procura de produtores para regularizar a situação de suas terras teria aumentado em 60%, de acordo com projeção do ministro Minc. O ministro aponta os desafios a serem enfrentados na região: "Queremos desmatamento ilegal zero e isso não se consegue apenas com Ibama e Polícia Federal. Você fecha uma serraria ilegal em uma hora, mas não substitui 50 empregos em uma hora. Tem que haver um novo modelo de sustentabilidade". Apesar do tamanho do problema, ele se diz otimista com o futuro da Amazônia, citando o lançamento de 40 planos de manejos para reservas extrativistas em novembro, entre outras medidas que devem se beneficiar do recém-lançado Fundo Amazônia. Se bem usados, os recursos talvez possam frear a devastação que consome a floresta. E evitar que o churrasco de cada dia não cause indigestão em nossas consciências. (Colaborou Natalia Viana) ... << | amazônia desmatamento carne pecuária | Globalização X Sustentabilidade | 14/05/2009 22:58 | 0 |
João Malerba |
o longo caminho de uma lei dos meios de comunicação | Fonte: Agência Carta Maior Por ocasião do feroz conflito e da investida midiática contra a política do governo argentino para o "campo", o governo de Cristina... ver mais Fonte: Agência Carta Maior Por ocasião do feroz conflito e da investida midiática contra a política do governo argentino para o "campo", o governo de Cristina Fernández de Kirchner decidiu finalmente apresentar um anteprojeto de lei para substituir a atual Lei de Radiodifusão do país. A lei vigente foi redigida nos tempos da última ditadura militar e várias vezes emendada pelos diferentes governos constitucionais que se seguiram, sem alterar de modo substancial a matriz antidemocrática do sistema midiático. Maria Eva Blotta (*) Desde que iniciou o conflito que as entidades ruralistas mantém, há mais de um ano, com o governo argentino, a cada dia torna-se evidente outro conflito, que atravessa a sociedade de maneira estrutural: o sistema de meios de comunicação que temos e o papel que eles desempenham na construção das alternativas sociais, culturais, econômicas e políticas de nossa vida coletiva. Poderíamos remontar o surgimento público deste conflito a outros momentos de nossa história recente, mas há um fato importante que marcou essa disputa que os grandes meios abraçaram e trabalharam em cadeia como nunca. Por ocasião do feroz conflito e da investida midiática contra a política do governo pra o campo, com as implicações “desconstituintes” que muitos intelectuais destacados do país apontaram, o governo de Cristina Fernández de Kirchner decidiu finalmente apresentar um anteprojeto de lei para substituir a atual Lei de Radiodifusão do país. A lei vigente foi redigida nos tempos da última ditadura militar e várias vezes emendada pelos diferentes governos constitucionais que se seguiram, sem que isso tenha modificado de maneira substancial a matriz antidemocrática de nosso sistema de mídia. Muito pelo contrário, muitas das modificações feitas consolidaram a concentração da propriedade dos meios e a lógica mercantil para o sistema de comunicação. A apresentação de uma nova Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual comporta outros dois marcos: a redação de seu conteúdo foi feito na base de consultas com os atores sociais implicados e, em boa medida, recolheu as propostas da “Coalizão por uma Radiodifusão Democrática”, integrada por organizações sociais de base, organismos de direitos humanos e meios comunitários. Por outro lado, abriu-se um processo para divulgar a nova lei para a opinião pública por meio de debates convocados tanto pelo governo como por outras instituições. No entanto, os grandes ausentes deste esforço para difundir esse tema prioritário para a democratização da sociedade são, justamente, os grandes meios de comunicação. No debate sobre meios e cidadania, organizado pelo Departamento de Comunicação do Centro Cultural da Cooperação, realizado esta semana em Buenos Aires, a pesquisadora e professora universitária da Universidade de Buenos Aires (UBA), Lila Luchessi, observou que “a nova lei é muito positiva e é muito importante porque é a primeira vez que um governo abre um anteprojeto de lei para a discussão pública com a sociedade civil”. O jornalista do Página 12 e também professor da UBA, Washington Uranga, acrescentou que “os meios não falam dos meios,na medida em que não discutem o sistema de meios. Isso implicaria realizar processos de autocrítica que não estão habilitados neste âmbito”. Ele continuou: “Revisemos as campanhas políticas desde a volta da democracia e busquemos juntos quais foram os debates sobre o sistema de comunicação do país: não há nenhum. Quando se discutiu isso? Nunca. Esse tema não está na agenda midiática, mas tampouco está na consciência política da sociedade. Como sociedade que se pensa democrática, deveríamos ter nos ocupado deste tema, para possibilitar o surgimento de outros meios de comunicação. É preciso garantir socialmente a existência de outros meios e isso não é algo que interesse às grandes empresas midiáticas, mas sim à cidadania e aos dirigentes políticos. Nem tudo pode ficar entregue livremente à lógica do mercado”. A cobertura que os meios de comunicação realizaram sobre o conflito do governo com o “campo”, em torno da questão das retenções sobre as exportações agrárias, foi o detonador de várias reflexões e questionamentos em torno dos quais girou o debate, especialmente as questões relativas à manipulação da informação, à construção das agendas da mídia, e ao choque de interesses e as noções de “responsabilidade” e “liberdade de imprensa”. Em relação ao papel dos meios e sua responsabilidade social, Uranga afirmou: “Os meios são protagonistas e corresponsáveis dos processos políticos e sociais que vivemos. Influem no político,no econômico e no social. Vivemos em uma sociedade muito midiatizada, ou seja, em uma sociedade que transporta os debates políticos e sociais aos meios. Portanto, o sistema de meios e nós que trabalhamos nos meios temos um peso, uma relevância e uma carga de responsabilidade. Responsabilidade, inclusive, em termos de como pensar a governabilidade: quando alguém define uma manchete, quando escreve, tem que pensar sobre esse tema. Isso nos impõe certos limites à liberdade, nos dá um marco. E assumo isso quando escrevo”. Especialista na análise da cobertura de informações políticas, Luchessi abordou o tema da transparência, da construção de agendas e da representação dos acontecimentos nos meios de comunicação de massa. “Em termos de transparência, seria importante que os meios apresentassem claramente sua posição. Se as empresas midiáticas expusessem quem são, para quem atuam, etc., seria outra coisa”, afirmou. “Nenhum meio reflete sobre os acontecimentos; constroem a agenda em função de seus interesses e do que as empresas de pesquisa dizem sobre o que preocupa as pessoas. Como aparecem relatadas as coisas nos meios de comunicação? Na medida em que se trata de uma narrativa, é uma construção. E essa construção se realiza de acordo com determinados interesses que, em geral, não são transparentes”, agregou. Em conexão com esse tema, Uranga completou: “O espaço dos meios é um espaço público, mas de disputa simbólica pelo poder, ou seja, político. No entanto, nem todos participam desse espaço. É um cenário no qual alguns participam e outros não. Através dos meios, distintos atores sociais tentam impor um sentido comum, valores interpretativos da sociedade, que expressam uma hegemonia”. O jornalista Eduardo Blaustein, por sua vez, fez uma análise da situação dos meios de comunicação no marco de uma contextualização mais ampla. Ele afirmou que, para além da possibilidade de uma nova lei, são muitas as condições que operam sobre o estado atual da cultura informativa: “É preciso assumir que não há respostas no curto prazo. O estado atual dos meios é uma construção de décadas, é algo que diz respeito ao estado cultural da sociedade. Não há nenhuma lei mágica. São grandes construções sociais e políticas. São evoluções culturais muito lentas. Os meios que temos também são sintomas da sociedade que somos. Ainda que muitas organizações sociais possam ter rádios a partir da nova lei, isso não vai mudar a situação dos meios da noite para o dia. A batalha não se esgota na disputa meios/contrameios. Trata-se de uma construção maior”. Durante o debate também foram abordadas questões tais como a naturalização de representações racistas da sociedade, repetidas algumas vezes pelos “movileros”, a manipulação exercida pela editorialização e pela propagação do discurso único a partir da homogeneização produzida pela concentração midiática. Em torno dessas análises, Uranga destacou que o desafio é construir um sistema no qual haja “meios com pluralidade de vozes e de atores, que funcionem como mecanismos de representação. É preciso buscar a emergência em novos atores sociais que não são necessariamente os meios. Na medida em que existam esses novos atores, poderemos ter meios de comunicação que os possam expressar. Não podemos pensar o processo vinculado à comunicação e à informação fora dos processos sociais e culturais; portanto, as mudanças virão de mãos dadas com mudanças políticas e culturais. Será um processo coletivo, complexo, multifacetado, uma luta do conjunto dos atores sociais e da cidadania. O futuro que quero construir depende do passo que vou dar hoje, por menor que ele seja. Esse anteprojeto de lei pode ser feito porque houve uma construção de anos de propostas e projetos alternativos. Até agora não havia condições políticas para colocá-lo sob a forma de uma lei, mas houve uma caminhada que o permitiu”. Resta ver se o caminho iniciado pelo anteprojeto de lei e, muito antes, pelo movimento das rádios comunitárias, da imprensa livre e das organizações sociais que reclamam não só a democratização do acesso à informação, mas também que a comunicação seja entendida como um direito social que só se completará na medida em que haja uma pluralidade de vozes e participação coletiva, atinge a legitimidade social necessária para vencer aos poderosos interesses que se opõem a ele: as corporações midiáticas e o establishment (político, empresarial, social) que sempre se beneficiou de um sistema fechado às vozes dissidentes, defensor do status quo hegemônico e consolidado hoje como nunca antes. Maria Eva Blotta é jornalista, correspondente do Democracy Now em Buenos Aires Tradução: Katarina Peixoto... << | lei comunicações comunicacoes argentina radiodifusão radiodifusao | Mundo afora | 28/04/2009 16:55 | 0 |
Tatiane Cardoso |
ONGs contra Ahmadinejad no Brasil | ONGs brasileiras e internacionais de proteção dos direitos humanos se juntam numa cooperação inédita e ousada para receber no Brasil o presidente iraniano... ver mais ONGs brasileiras e internacionais de proteção dos direitos humanos se juntam numa cooperação inédita e ousada para receber no Brasil o presidente iraniano Ahmadinejad. *Por Human Rights People Watch O Governo brasileiro convidou e irá receber no dia 06 de maio o mandatário iraniano. O que poderia ser apenas uma má ideia, ganhou potencial para se tornar uma enrascada diplomática após o recente episódio ocorrido no plenário da ONU em Genebra. Durante conferência, o iraniano mais uma vez vociferou seu discurso de sempre e fez com que representantes de vários países se levantassem e saíssem do recinto. Além de negar o Holocausto e defender a destruição de Israel, o presidente iraniano lidera um regime que reprime os direitos das mulheres e persegue minorias. O governo brasileiro emitiu nota afirmando discordar do conteúdo do discurso de Ahmadinejad, mas acredita que possa manter relações comerciais com aquele país independentemente de divergências ideológicas. Esta prática do governo brasileiro de colocar interesses materiais acima de valores supremos da própria democracia nacional não convence uma grande parte da população, que se sente cada vez menos representada pelo Itamaraty e cada vez mais tentada a manifestar sua posição. Ao que tudo indica, a posição será manifestada com grande visibilidade internacional. As ONGs organizaram uma série de atividades que serão executadas em Brasília no dia da visita. Uma pequena multidão será acionada no momento exato, via celular e redes sociais da internet como o Twitter, e irão às ruas de Brasília em pontos-chave vestindo camisetas e portando cartazes com mensagens de insatisfação com a presença do presidente iraniano em solo nacional. As camisetas e cartazes trarão mensagens em inglês como "You send homosexuals to death" ("Você manda homossexuais para a morte") ou "You throw stones at women" ("Você atira pedras em mulheres"). Dirigentes das ONGs garantem que já cuidaram de todos os detalhes para colocar em prática o grande ato da manifestação, a ousada exibição de um pôster de 20 metros de comprimento a ser desenrolado do alto de uma das torres do Palácio do Planalto. O pôster gigante, com uma foto real de crianças presas em um campo de concentração nazista, traz os dizeres em inglês "How dare you deny?" ("Como ousa negar?", em referência a postura torta de Ahmadinejad em relação ao Holocausto) e "You are not welcome in Brazil" ("Você não é bem-vindo no Brasil", um recado direto para o iraniano e, indiretamente, também para a diplomacia brasileira). ... << | human rights people watch iraniano ahmadinejad | Mundo afora | 28/04/2009 09:54 | 2 |
ACEERCOM Magé |
OPORTUNIDADE ÚNICA!!! | Estou em um misto de sensações. Entre a satisfação de poder presenciar um resultado de nossas lutas (me refiro ao que faço parte: movimento de rádios comunitárias e pela democratização das... ver mais Estou em um misto de sensações. Entre a satisfação de poder presenciar um resultado de nossas lutas (me refiro ao que faço parte: movimento de rádios comunitárias e pela democratização das comunicações e informações, como direito do cidadão) e continuar participando desse desafio inicial, de uma possibilidade real, para a construção (ou "desconstrução") de mecanismos que venham garantir resultados dessa luta desigual, que enfrentamos há décadas contra o monopólio das mídias, buscando tornar nossa sociedade de fato uma experiência democrática - na qual toda a pluralidade e diversidade possam ter voz e se manifestar para serem respeitadas e aceitas -, numa ampla e verdadeira promoção de uma transformação social necessária a mudança do paradigma. E, ao mesmo tempo, muito preocupado de como serão escolhidos os delegados "representantes da sociedade civil"; os critérios. Afinal, conhecemos as manipulações seculares que promovem para tudo continuar como está. Até porque temos também como resultado dessa luta do movimento, uma lei de radiodifusão comunitária (9612/98), praticamente ditada pela ABERT, mesmo com significativa participação dos militantes/radioamantes. E mais para impedir do que criar possibilidades de uma verdadeira expansão da comunicação comunitária. Mas... desde que brindemos esse momento com olhares críticos, muita mobilização e participação efetiva, poderemos "modificar o final" (como já disse uma poeta através da voz de Ana Carolina) dessas histórias já bem conhecidas. Fernando Fernandes... << | Nenhuma | Conferência Nacional de Comunicação | 19/04/2009 20:41 | 0 |
Rafael Nascimento |
o Ortografa! Site com as novas regras da ortografia!!!! | O Ortografa! nasceu de uma súbita ideia quando o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa começou a ser adotado no início de 2009. A funcionalidade é simples: digite sua frase no campo acima que o... ver mais O Ortografa! nasceu de uma súbita ideia quando o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa começou a ser adotado no início de 2009. A funcionalidade é simples: digite sua frase no campo acima que o sistema procurará trocar as palavras para a grafia correta. Caso ele não consiga — certamente por haver alguma ressalva — ele mostrará uma dica para você se guiar nos seus textos. E ai galera,? Vamos testar e ver se funciona??? Site: http://ramonpage.com/ortograf...# Fonte: http://vipurai.brogui.com/... << | Nenhuma | Comunicador Social | 08/04/2009 14:33 | 0 |
Rafael Nascimento |
Omegle. Bate papo com um estranho??? | Imagine um site de bate-papo com salas lotadas, chato né. Agora imagina uma sala onde so existe você e uma outra pessoa, so vocês dois!!! Gostou!! No Omegle você é jogado aleatoriamente numa sala... ver mais Imagine um site de bate-papo com salas lotadas, chato né. Agora imagina uma sala onde so existe você e uma outra pessoa, so vocês dois!!! Gostou!! No Omegle você é jogado aleatoriamente numa sala de bate-papo com outra pessoa, de qualquer lugar do mundo! O interessante que na sala só participa você e o estranho. Pra quem gosta de bater um bate-papo, ta ai uma oportunidade. O site é novo e a maioria dos usuários são gringos... É uma boa pra quem quer praticar outros idiomas... Site: http://omegle.com/ Comentem!!!!... << | bate papo | Descomplicando a Informática. | 08/04/2009 14:25 | 0 |
João Malerba |
o Patronato e a Conferência | O PATRONATO E A CONFERÊNCIA As lições de democracia da SIP Por Venício A. de Lima em 24/3/2009 Chegou ao conhecimento público um relatório da Sociedade... ver mais O PATRONATO E A CONFERÊNCIA As lições de democracia da SIP Por Venício A. de Lima em 24/3/2009 Chegou ao conhecimento público um relatório da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol), divulgado no Paraguai, na terça-feira (17/3), sobre o estado atual da liberdade de imprensa no Brasil. A SIP é uma velha conhecida daqueles que militam no campo das comunicações na América Latina. Fundada em Cuba, ao tempo de Fulgencio Batista (1943) e com sede em Miami, EUA, a entidade reúne os principais donos de jornais das Américas e é fruto do ambiente de disputa ideológica da "guerra fria", pós-Segunda Grande Guerra [ver abaixo a relação dos integrantes brasileiros da entidade]. Apesar de ser basicamente financiada pela contribuição de seus próprios membros, houve denúncias de que parte de seus recursos se originava, direta e/ou indiretamente, de governos autoritários e do Departamento de Estado dos EUA. Dos atuais cinco membros eleitos de sua diretoria, três são estadunidenses, um é colombiano e outro é guatemalteco. O presidente de honra vitalício também é americano (ver aqui). Dentre outras muitas posições que têm tomado ao longo dos anos, a SIP se opõe obstinadamente à revolução cubana; foi contra o sandinismo na Nicarágua; apoiou o golpe contra Salvador Allende no Chile; foi contra o debate sobre a NOMIC, Nova Ordem Mundial da Informação e da Comunicação na UNESCO na década de 1980 (ver "Nova Ordem da Informação - Idéia é relançada 30 anos depois") e tem sido crítica implacável do governo de Hugo Chávez na Venezuela. Liberdade de imprensa Ao longo dos anos, a SIP credenciou a si mesma como depositária dos critérios de avaliação e juíza inapelável da existência ou não da liberdade de imprensa nas Américas, divulgando duas vezes por ano os resultados de seu "monitoramento" . O site da entidade informa: La piedra angular de la SIP es la Comisión de Libertad de Prensa e Información, que monitorea de manera continua todas las violaciones a la libertad de prensa en el hemisferio occidental y pasa revista a dichas violaciones en sus informes semestrales. La Comisión trabaja del siguiente modo: 1. Cada país tiene un vicepresidente regional que informa a la Comisión acerca de problemas y situaciones que afectan la libertad de prensa en ese país. 2. Los informes se revisan y debaten dos veces al año: en la reunión de Mediados de Año, durante la primavera, y en la Asamblea General de octubre. La Comisión presenta sus conclusiones y recomendaciones a la Junta de Directores. 3. Los informes y resoluciones de libertad de prensa son distribuidos ampliamente entre los gobiernos, organizaciones intergubernamentale s y de la sociedad civil en las Américas y el mundo, con la ayuda del Comité Coordinador Global de Organizaciones de Libertad de Prensa. 4. Las respuestas a amenazas o violaciones de la libertad de prensa pueden variar, desde la publicación de una simple resolución que indica que nuestra organización es consciente de una amenaza potencial, al envío de una misión especial a fin de que nuestros socios puedan investigar más el asunto o el planteamiento de la cuestión directamente a aquellos responsables del problema. Atualmente a Comissão de Liberdade de Imprensa é presidida por Gonzalo Marroquín, do Prensa Libre (Guatemala), e os vice-presidentes são André Jungblut, da Gazeta do Sul (Santa Cruz do Sul, Brasil) e Aldo Zuccolillo, do diário ABC Color (Assunção, Paraguai). O vice-presidente regional para o Brasil é Sidnei Basile, do Grupo Abril (São Paulo, Brasil). O relatório sobre o Brasil O relatório divulgado no Paraguai (íntegra disponível aqui) é, portanto, resultado do trabalho de "monitoramento" feito por essa comissão e sublinha, dentre outros, os seguintes pontos: "Sin libertad, la verdad no aparece". Es con pesar que se constata la actualidad de este eslogan de un mensaje publicitario en un país que volvió a convivir con la democracia hace un cuarto de siglo. Sin embargo, ese retorno a la normalidad no fue suficiente para contener los constantes atentados a la prensa. (...) El gobierno está empeñado en promover, con el apoyo de organizaciones no gubernamentales y de movimientos sociales, una Conferencia Nacional de la Comunicación. La iniciativa es preocupante porque prevé interferencias en el contenido generado para las diversas plataformas de los medios. Sus objetivos son: identificar los principales desafíos relativos al sector de la comunicación; realizar un balance de las acciones del poder público en el área; proponer directrices para las políticas públicas en el campo de la comunicación; y establecer las acciones gubernamentales prioritarias de acuerdo con esas directrices. (...) Por último, actualmente tramitan en el Congreso Nacional - incluidos la Cámara de Diputados y el Senado Federal - un total de 86 proyectos que, en su mayoría, afectan la independencia de los medios de comunicación al restringir la publicidad. Como bien recordó Roberto Civita, presidente del Consejo de Administració n del Grupo Abril en el IV Congreso Brasileño de Publicidad, "sin ella (la publicidad) sería imposible mantener el pluralismo de los medios de comunicación" . Civita recuerda que la publicidad es una parte esencial de las economías libres y estimula la competencia, además de contribuir a la creación de empleos. En su opinión, en un mundo tan pulverizado, cada vez resulta más difícil controlar la diseminación de la propaganda. "Incluso, continúan apareciendo amenazas contra la libertad". El funcionario criticó el exceso de juicios en curso en el gobierno relacionados con la publicidad y dijo que "con publicidad o sin ella, los problemas no dejan de existir". También criticó la tendencia de la Agencia Nacional de Vigilancia Sanitaria (Anvisa) de legislar por cuenta propia la publicidad de bebidas alcohólicas, medicamentos y alimentos. Una breve retrospectiva de las noticias muestra que el presidente Lula tiene dificultades para aceptar el trabajo de los periodistas. Coincidências? Não deixa de ser significativo que as observações que a SIP faz sobre o que acredita ser ameaças à liberdade de imprensa existentes hoje no Brasil coincidam com as críticas que já são feitas pelos principais grandes grupos de mídia brasileiros - aliás, membros ativos da entidade. A novidade é a "preocupação" da SIP com a Conferência Nacional de Comunicação (CNC). Como se sabe, os empresários - "defensores" da democracia e da liberdade de imprensa - têm historicamente se recusado a admitir qualquer forma de regulação democrática sobre sua atividade. Na semana em que o governo definiu o tema da CNC - "Comunicação: Direito e Cidadania na Era Digital" -, a grande mídia parece se sentir ameaçada nos seus interesses até mesmo com a possibilidade de que o tema seja debatido pela sociedade civil organizada e que surjam propostas de regulação legitimadas por um processo participativo amplo e democrático em nível nacional. Membros brasileiros da SIP [Disponível aqui. Há erros óbvios na identificação das cidades-sede de alguns dos associados brasileiros. ] Diário Ciudad A Noticia Joinville, SC A Tarde Salvador, Bahia A Tribuna de Santos Santos, SP Almananque Abril Santos, SP An.com.br Joinville, SC Ana Maria Joinville, SC Arquitetura & Construcao Joinville, SC Atarde.com.br Salvador, Bahia Aventuras Na Historia Salvador, Bahia Bizz Salvador, Bahia Boa Forma Salvador, Bahia Bons Fluido Salvador, Bahia Bons Fluidos Salvador, Bahia Bravo! Salvador, Bahia Capricho Salvador, Bahia Caras Salvador, Bahia Casa Claudia Salvador, Bahia Claudia Salvador, Bahia Contigo Salvador, Bahia Correio Braziliense Brasilia DF Correio Popular Campinas, SP Cpopular.com. br Campinas, SP Diario Catarinense Florianopolis, SC Diario da Tarde Belo Horizonte Diario de Minas Belo Horizonte Diario de S. Paulo Sao Paulo, SP Diario de Santa Maria Santa Maria, RS Diário do Comércio Belo Horizonte, MG Diario Popular - Curitiba Curitiba, Paraná Diario Popular - Pelotas Pelotas, Río Grande Diario Santa Maria Santa Maria Diario.com.br Florianopolis, SC Diariodocomercio. com.br Belo Horizonte, MG Diariopopularpr. com.br Curitiba, Paraná Disney Curitiba, Paraná Elle Curitiba, Paraná Estado de Minas Belo Horizonte, MG Estilo Belo Horizonte, MG Exame Belo Horizonte, MG Exame/PME Belo Horizonte, MG Expresso Rio de Janeiro Extra Rio de Janeiro Folha de S. Paulo Sao Paulo Gazeta Do Sul Santa Cruz do Sul. R Gazeta.com.br Sao Paulo Gazetadopovo. com.br Curitiba , PR Gloss Curitiba , PR Grupo Abril Sao Paulo Guia do Estudante Sao Paulo Guia Quatro Rodas Sao Paulo Hora de Santa Catarina Florianópolis - SC Info Corporate Florianópolis - SC Info EXAME Florianópolis - SC Info Online São Paulo Jornal da Tarde Sao Paulo Jornal de Brasilia Brasilia, DF Jornal de Santa Catarina Blumenau, SC Jornal do Comercio - Manaus Manaus, Amazonas Jornal do Tocantins - Goiana Goiania Jornal do Tocantis Tocantins Jornal NH Novo Hamburgo, RS Jornaldatarde. com.br Sao Paulo Jornaldebrasilia. com.br Brasilia, DF Love TEEN Brasilia, DF Manequim Brasilia, DF Mens Health Brasilia, DF Minha Novela Brasilia, DF Mundo Estranho Brasilia, DF National Geographic Brasilia, DF Nova Brasilia, DF Nova Escola Brasilia, DF O Dia Río de Janeiro O Estado de Sao Paulo Sao Paulo O Globo Rio de Janeiro O Popular Goiania, Goias O Povo Fortaleza, Ceara Odia.com.br Río de Janeiro Oglobo.com.br Rio de Janeiro Oimparcial.com. br Sao Luis, Maranhao Oliberal.com. br Belém, PA Opopular.com. br Goiania, Goias Pioneiro Caxias do Sul, RS Placar Caxias do Sul, RS Playboy Caxias do Sul, RS Portal Abril Caxias do Sul, RS PSC ( Jornal Interno) Caxias do Sul, RS Quatro Rodas Caxias do Sul, RS RBS - Rede Brasil Sul Porto Alegre, RS Recreio Porto Alegre, RS Reuters Sao Paulo, SP Revista A Sao Paulo, SP Revista da Semana Sao Paulo, SP Santa.com.br Blumenau, SC Saude Blumenau, SC Sou Eu Blumenau, SC Super Interessante Blumenau, SC Super Surf Blumenau, SC Tititi Blumenau, SC Veja Blumenau, SC Veja Sao Paulo Blumenau, SC Vejas Rio Blumenau, SC Viajem E Turismo Blumenau, SC Vida Simples Blumenau, SC VIP Blumenau, SC Viva Mais Blumenau, SC Vocé S.A. Blumenau, SC Witch Blumenau, SC Women Health Blumenau, SC Zero Hora Porto Alegre, RS... << | conferencia conferência nacional comunicacao comunicação sociedade interamericana imprensa sip venicio | Conferência Nacional de Comunicação | 31/03/2009 11:31 | 0 |
André Lobão |
o espírito do mundo | Ao encerrar a leitura de “Karl Marx ou o espírito do mundo”, uma biografia do economista francês Jacques Attali. Fiquei bastante reflexivo sobre as ideias e a história de vida de Marx. É... ver mais Ao encerrar a leitura de “Karl Marx ou o espírito do mundo”, uma biografia do economista francês Jacques Attali. Fiquei bastante reflexivo sobre as ideias e a história de vida de Marx. É impressionante à capacidade de formulação e análise que o filósofo nascido na cidade alemã de Trier, tinha em relação ao desenvolvimento do capitalismo. O que me atentou na obra foi à identificação e contextualização com fenômenos que vivemos hoje, como globalização e crise econômica. São temas que foram objetos de estudo pela primeira vez há mais de duzentos anos atrás, com conclusões proféticas. O que pouca gente sabe, é que o homem de Trier ganhou a vida exercendo o jornalismo como profissão. Enfim, o livro é uma bela narrativa biográfica e conta de forma condensada o surgimento dessas análises e ideias que nortearam muitas ações políticas, econômicas e pensamentos sociais, que transformaram o mundo. Não há como negar a importância de Karl Marx e seu papel na história. Não quero aqui fazer proselitismo do marxismo, apesar de ser um simpatizante de uma esquerda, que não sei para onde caminha. Mas não posso minimizar a relevância de seus estudos sobre o capitalismo, como fazem alguns ignorantes e alcoviteiros que defendem o mercado. PS. Desculpem-me à ignorância, mas necessito conhecer mais sobre a filosofia alemã. Preciso ler Hegel, Schopenhauer e tantos outros pensadores que fizeram do século XIX, o alvorecer do mundo moderno.... << | capitalismo karl marx marxismo | Consumo!! | 25/03/2009 22:51 | 0 |
Cledemar Silva |
Olha eu de novo | Volto novamente para reforçar o pedido. Galera o Radio tube depende da gente para existir. Vamos divulgar..... Se cada um fizer a sua parte, essa rede nunca vai acabar, seja com patrocinio... ver mais Volto novamente para reforçar o pedido. Galera o Radio tube depende da gente para existir. Vamos divulgar..... Se cada um fizer a sua parte, essa rede nunca vai acabar, seja com patrocinio ou não. A Comunidade Renova Petrobrás, é um grande passo, mas para a caminhada ser longa, é preciso a contribuição de todos.... usem a internet, divulguem nos e-mails, usem outros sites como Orkut.... vamos expandir o Radio Tube, para todas as pessoas.... E Liele, a criação dessa comu... Foi uma idéia genial... Vamos continuar conquistando espaço.... Rádio tube........ << | Nenhuma | Renova Petrobras | 18/03/2009 18:37 | 1 |
Clara Araújo |
Ooops... | No post aí de baic]xo eu quis dizer "incansável" e não "incasável"... rs... No post aí de baic]xo eu quis dizer "incansável" e não "incasável"... rs... | Nenhuma | RadioTube na Imprensa | 18/03/2009 09:52 | 0 |
Mariana Felippe |
o Armagedon da grande imprensa | DEBATE ABERTO O Armagedon da grande imprensa(*) Este artigo estava concluído quando o IBGE anunciou crescimento de vendas no varejo em janeiro. E agora, qual será a manchete? “Governo falha.... ver mais DEBATE ABERTO O Armagedon da grande imprensa(*) Este artigo estava concluído quando o IBGE anunciou crescimento de vendas no varejo em janeiro. E agora, qual será a manchete? “Governo falha. Demanda cresce e há sinais de aumento do consumo em 2009?” Fica como sugestão. Gilson Caroni Filho* Crise econômica ou Armagedon? Após o IBGE ter divulgado uma queda de 3,6% no crescimento da economia brasileira no último trimestre de 2008, os editores de primeira página de O Globo e da Folha de São Paulo não hesitaram em recorrer, na quarta-feira, 11/3, às habituais formas de terrorismo editorial. A capa do diário carioca ostentava:" Indústria desaba. Consumo cai e já se teme 2009 com recessão". O jornal paulista não ficou atrás:" Queda do PIB no Brasil é uma das piores do mundo" O fato de a desaceleração ter ocorrido no último trimestre pareceu irrelevante para os editores da conhecida publicação da Barão de Limeira. Apoiando-se no que julgava ser potencialmente mais explosivo, omitiu um dado de capital importância para compreensão da realidade econômica do país: o PIB brasileiro, apesar da crise em escala planetária, apresentou o segundo maior crescimento mundial. Ou seja, outras manchetes seriam possíveis. Algo do gênero “Apesar da recessão global, PIB cresce 5,1%" Por que não? Por determinações da pequena política. Que tipo de jornalismo está sendo feito no Brasil? Para quais interesses é direcionada sua estrutura narrativa? É o caso de reexaminar, como já sugeriu o jornalista Alberto Dines, os procedimentos e padrões para a formulação de títulos? Ou o claro viés ideológico clama por uma inflexão de outra natureza? O que está em xeque é a própria ética do fazer jornalístico Como ressalva o editor do Observatório da Imprensa, “de nada adianta registrar todos os dados, reproduzi-los no corpo da matéria se a titulação-espelho fiel da busca da verdade" beneficia apenas um ângulo”. Aquele que melhor atende aos objetivos de uma oposição sem projetos, fingindo fazer interpretação equivocada da Teoria da Catástrofe. Sejamos claros nesse ponto: o problema não é desvio conceitual, mas de caráter mesmo. Mais uma vez, o que temos aqui são manchetes que, ignorando a apuração para obter impacto, não revelam incompetência, mas disposição de submeter o leitor e/ou telespectador à desinformação, ao fatalismo de profecias que se auto-realizam, à erosão da popularidade de quem governa. Será que ainda não se deram conta que uma nova opinião pública se consolidou, apesar do conteúdo que produzem? Analisando o processo eleitoral de 2006, a jornalista Ana Rita Marini (*) constatou que “distante da influência das manchetes, o eleitor não se deixou levar pelo canto da sereia nos maiores veículos de comunicação". Não é o caso de se deter diante das conseqüências deste fenômeno, tão imprevisíveis quanto os da crise do capitalismo, antes de seguir na linha de jornalismo de campanha? Já não passou da hora de a imprensa brasileira botar sua cultura no divã e ver que, se ela tem mudado os seus absolutos, eles continuam com a mesma face odiosa? Vale a pena manter a linha autoritária, acrescentando nuanças aparentemente democráticas? Ou o dilema dos barões da mídia é o mesmo de lideranças oposicionistas que vêem em 2010 não apenas mais uma eleição presidencial, mas a própria sobrevivência política? Nesse caso há um subtexto, uma manchete oculta na primeira página de O Globo. “A agenda conservadora desabou, seu candidato começa a cair e há sinais de derrota nas eleições de 2010?” Se for isso, o Armagedon está explicado. (*) Publicado em MídiaComDemocracia nº 5, janeiro de 2007, revista do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação PS: Este artigo estava concluído quando o IBGE anunciou crescimento de vendas no varejo em janeiro. E agora, qual será a manchete? “Governo falha. Demanda cresce e há sinais de aumento do consumo em 2009?” Fica como sugestão. *Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa. ... << | Nenhuma | Eu Amo Jornalismo | 16/03/2009 08:23 | 0 |
Adriany Gualberto |
o desafio africano | Com a economia mundial prestes a entrar em uma grande recessão, líderes africanos apontam que a crise financeira pode destruir os ganhos conquistados pelo continente nos últimos... ver mais Com a economia mundial prestes a entrar em uma grande recessão, líderes africanos apontam que a crise financeira pode destruir os ganhos conquistados pelo continente nos últimos anos nas áreas social e econômica. As previsões são pessimistas, mas apesar do cenário de crise, há quem aposte que a África pode aproveitar o momento para sacudir a poeira e dar a volta por cima.... << | o desafio africano | transviçosa fm | 12/03/2009 19:41 | 0 |
Lielle Serafim |
o RadioTube não pode parar | Bom, com é do conhecimento de vocês, o patrocínio da Petrobrás para o RadioTube está suspenso. Isso dificulta algumas coisas mas não podemos de forma alguma... ver mais Bom, com é do conhecimento de vocês, o patrocínio da Petrobrás para o RadioTube está suspenso. Isso dificulta algumas coisas mas não podemos de forma alguma deixar de participar! Postando nossos materias, comentando, discutindo.... Porque se deixarmos de fazer nossa parte, aí sim as coisas não terão mais jeito. O Radiotube.... tão novinho e já passando por uma crise... Mas nós que somos GRANDES é temos que ajudá - lo na superação desse momento difícil. Um monte de gente ainda nem teve o prazer de conhecer o RadioTube.... E nós...?? que já estamos viciados, que temos esse portal como parte de nossas vidas... hahaha Quem aqui durante o cotidiano nunca se pegou pensando: Ah, isso pode ser um bom assunto pra discussão no Radiotube.??? É isso galera, tô esperando TODOS vcs aqui! Vamos fazer nossos apelos, sugerir, gritar, discutir, fazer barulhoooooooooooooooooooooooooo. Quem sabe alguém nos ouve né..... Bjo ... << | Nenhuma | Renova Petrobras | 09/03/2009 12:58 | 3 |
Adriany Gualberto |
o pesadelo do desemprego em grande escala | Pesadelo global se tornou o anuncio de cortes em grandes companhías, em seu afã por contra-arrestar os efeitos da crise financeira e econômica em escala planetaria, reduzir os custos e manter a... ver mais Pesadelo global se tornou o anuncio de cortes em grandes companhías, em seu afã por contra-arrestar os efeitos da crise financeira e econômica em escala planetaria, reduzir os custos e manter a competitividade no mercado. na semana passada , o principal banco suíço, o UBS, comunicou oficialmente perdas de 16 bilhões 770 milhões de dólares, acompanhadas da supressão iminente de dois mil empregos a mais. ... << | o pesadelo do desemprego em grande escala | transviçosa fm | 16/02/2009 13:39 | 0 |
Fernanda PE |
Obrigada | Querida, obrigada pela informação! Valeu! Querida, obrigada pela informação! Valeu! | Nenhuma | Amigos do Rádio | 13/02/2009 16:41 | 0 |